A geladeira pifou.

A geladeira novinha já pifou. Você procura o serviço autorizado e o acha: na outra cidade, que fica a 70 quilômetros da sua casa, pois ele é regional. Não faz serviço a domicilio e a dita cuja tem que ser levada até o local para uma avaliação sobre pane, garantia e orçamento. Quando você começa a pensar como levar a doente ao médico, alguém lhe diz que conhece um profissional bom no assunto e que vem em casa consertar.geladeira

Entre teclar alguns números para falar com o profissional e a situação que a foto ao lado mostra, tranquilamente você escolhe por agendar a visita em casa. Chega o dia do conserto. O homem examina daqui e dali e diz que é séria a pane, ao mesmo tempo que lhe pergunta pela garantia. Nesse momento você descobre que chegaram juntos o defeito e o fim da garantia – até parece que eles planejam isso. Pois lhe digo, prezado leitor, tudo é realmente muito bem planejado. Assim, dependendo do quanto lhe custar para fazer o serviço, você passa a considerar a compra de uma nova.

Ele lhe diz quanto custa e você fica “p. da cara” com a loja e com a marca. Pensa, calcula, examina mentalmente o seu orçamento e manda fazer. No máximo, na segunda ou terceira vez que pifar você ira numa loja comprar uma geladeira nova: que felicidade, tem o carnê mas pelo menos não se incomoda. Agora vou ser cruel: o segundo e o terceiro defeitos não demoram para lhe visitar, bem mais cedo do que esperava. Bem antes daquilo que pretendia você vai se encontrar numa loja, comprando uma nova.

Agora são dois problemas: pagar a geladeira nova e dar um jeito naquela coisa nem tão velha e pifada. Funcionou o plano do fabricante para manter constante o consumo de eletrodomésticos, o resto você que se vire.

Vamos doar, decide a família. Afinal ela está novinha, é só alguém pagar o concerto e terá uma boa geladeira. Enquanto não aparece o candidato resolvem transferir o objeto para os fundos, forram com uns plásticos devido a umidade e lá fica o trambolho. O tempo passa e então resolvem encaminhar para a coleta seletiva da cidade (se a sua cidade tem) e já adiantam o serviço e colocam na calçada. Antes do pessoal da coleta, algum catador individual acha o tesouro em frente a sua casa e dá um jeito de levar. Você respira aliviado, pelo menos até a próxima chuva. Do total carregado, em algum lugar da vizinhança, sobra somente a carcaça, que vai para dentro de um córrego ou fica atirada no terreno baldio, servindo de piscina e criatório para os mosquitos e moscas.

O meio ambiente e você agradecem à pressão dos fabricantes pelo consumo e pelo desregramento do descarte daquilo que sobra.

 

 

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