E-comércio & e-logística

Pelo menos boa parte do atendimento das suas necessidades passa por uma compra. Sempre compramos algo: bens, serviços, tempo  e atenção/capacitação de outra pessoa.

São, basicamente, duas opções para a aquisição de bens: ou você vai na loja física, ou frequenta a loja virtual, via internet – os famosos sites de compras. Mas por que a sua escolha recai sobre esta ou aqueles?

No início do comércio via internet a resposta era muito simples e direta: -não confio e tenho medo, até mesmo de chegar perto do computador. Hoje a coisa está muito diferente, pois pessoas, tecnologia e processos cresceram, melhorando a confiança na compra eletrônica com o chamado dinheiro de plástico – nosso cartão de crédito, sem sair de casa.

No aspecto de pessoas, o brasileiro evoluiu muito em termos de habilidade e conhecimento sobre a realidade da rede de internet. Hoje é praticamente uma exigência social você dominar o assunto.  Outro fator importante é que no Brasil temos 43% dos domicílios com acesso a internet e, operacionalmente capaz de se ligar a uma loja virtual. Se considerarmos as ligações utilizando celulares podemos chegar, em números, a 50% dos domicílios.

Os meios de pagamento também vêm evoluindo, especialmente no quesito segurança e simplicidade de operação. O cartão de crédito ainda é o principal meio.  Outro ponto a considerar é que somente 25% da população tem cartão de crédito, condição primeira para compras via internet. Existem outras opções de pagamento que o brasileiro utiliza, segundo a sua condição de crédito. A figura abaixo* mostra a distribuição da forma de pagamento por compras eletrônicas, no Brasil em 2014.

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Os processos também evoluíram. Para melhorar o nível de segurança nos pagamentos eletrônicos surgiu, há aproximadamente uma década, a solução representada por “sites de pagamento”. Essa solução trata-se de um ator entre você e o fornecedor escolhido. O pagamento é efetuado com o emprego desse agente que lhe assegura a restituição do dinheiro e ou a solução do problema de fornecimento. Ele tem parceria com vendedores eletrônicos e com diversas instituições bancarias e seu ganho tem sua origem nessas relações. Não significa aumento de custos para o comprador. Além dos sites que garantem o seu pagamento, os bancos e as operadoras de cartões também evoluíram os seus sistemas de segurança.

Também a tecnologia se desenvolveu muito. Os cartões com chips e leitoras individuais, junto ao seu computador, em casa, tudo isso assegurou maior agilidade, segurança e conforto à compra. Contas bancarias que rodam em ambientes virtuais seguros, programas próprios de segurança bancaria, além do seu antivírus, foto e digitais do operador da conta e por ai vai. A figura abaixo mostra os cartões sobre um teclado clássico de um computador, gesto bastante comum nesse meio.

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Ainda temos pela frente uma outra batalha cultural para  que se possa efetuar as nossas compras com paz e desenvoltura: – a cultura do ver o produto ao vivo, ouvir do vendedor as especificações técnicas, ter a opinião dele sobre o preço apresentado (que sempre será a melhor, sem dúvida) e de levar o produto consigo, de imediato.  Ver o produto e conhecer o seu desempenho têm solução nos sites: – a tecnologia do zoom passando o mouse sobre o produto; – excelentes fichas técnicas parecem chegar muito perto da nossa necessidade cultural . Mas será que entregaram no prazo e certo na minha casa?

Esta pergunta representa o grande e sempre atual desafio do mercado de vendas pela internet: desenvolver uma e-logística tão eficiente quanto foi a compra.   As empresas que trabalham com vendas pela internet têm sido muito criativas no desenho e redesenho de processos logísticos para acelerar o tempo de entrega na sua casa. A decisão de contratar empresas especialistas em transporte, onde os contratos preveem metas de desempenho (cumprimento de prazos e redução de ocorrência de danos ao produto)  bastante rigorosas, deu começo a uma nova era nas entregas. Hoje são empregados veículos pequenos e ágeis para o trânsito urbano e os produtos são, preferencialmente, retirados dos depósitos das lojas físicas mais próximas da sua casa. Outros aspectos importantes foram a criação de diversos canais de pós venda, via rede e telefone com linhas especiais e de sites de reclamação, vinculados ou não aos PROCONS locais. Com o circuito fechado, vejo que estamos indo muito bem nesta opção e hoje já começamos a pensar mais de uma vez entre frequentar a loja física ou fazer a compra de dentro de casa.

 

Referência:

*https://www.pagbrasil.com/pb/br/servicos/pagamentos-online-brasil.html

 

 

 

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