O que acabaria com a logística?

Pensando fora da caixinha!

Analisando as megatendências, o movimento, o mundo se está tornando uma coisa só. Dois exemplos:

  • Instauração da moeda eletrônica e fim das diversas moedas e do dinheiro;
  • Universalização de um único idioma.

Por maior unidade e padronização, desde o pensamento até o alimento, pelo menos esse ainda necessitará de distribuição física; aquele, os meios de comunicação autorizados cuidarão.

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transporte

 

Conclusão

Somente a invenção do teletransporte door to door poderá ameaçar a nossa atividade

 

 

 

 

Referências e créditos

http://www.rhumoconsultoria.com.br

vidabeta.com.br

 

O inventário do lixo aqui em casa

Mesmo com a diminuição do tamanho da família moderna, segue crescendo o volume do lixo gerado nas unidades familiares. Você já parou para ver a quantidade de lixo diário que sai da sua casa? Pois, essa constatação me leva a fazer-lhe a segunda pergunta, caro leitor: – Qual é a ferramenta que acabou se tornando imprescindível na cozinha moderna? E vamos emendar logo a terceira pergunta: – você separa o lixo seco do orgânico dentro da sua casa?

Antes de prosseguir, resolvi ir até a minha cozinha e realizar um inventário do lixo aqui de casa. Não estava no roteiro de produção do texto, foi decisão de inopino. Volto já!
xingandoVou correr um duplo risco:  

1. descobrir “cobras e lagartos”;

2. ou ouvir “cobras e lagartos” da minha esposa, pois penso que se eu noticiasse a minha intensão, ela não concordaria.

Antes, um pouco de teoria.

Lixo doméstico

O lixo doméstico é um problema cíclico, onde diversos materiais têm diversos tempo e processo de produção. Podemos começar pela embalagem do pão, no café da manhã de hoje. Assim, respeitados os tempos, nossos móveis e as próprias paredes da nossa casa, um dia serão lixo. Vamos nos limitar ao resíduo diário, tais como restos de alimentos, embalagens, papeis, etc…Com tal definição de termos já posso afirmar que esse lixo nasce na sua lista de supermercado.

Pense comigo, você vai ao mercado com um interesse específico e junto com ele vem embalagens, aliás, muita embalagem. Dois exemplos representativos:

  • tem um bombom achocolatado que é vendido em doze unidades (sendo que cada uma delas com a respectiva embalagem em papel laminado) acondicionadas numa bandeja de papelão que é revestida com papel celofane;
  • bolachas do tipo água e sal, montadas em colunas que sustentadas por papel celofane, se torna um volume. Três volumes destes são agrupados numa embalagem de papel celofane totalmente colorido e com os dizeres de praxe.

Pois, haja tesoura na cozinha para manobrar com este material e outros tantos, utilizados para conter aquilo que especificamente necessitamos. Pronto, respondi a uma das perguntas: cozinha sem uma tesoura na gaveta dos talheres não assegura que dominemos as tais embalagens de hoje. Em tempo: haja cesta do lixo diário!

A quantidade de lixo diário que sai da sua casa, começa a ser determinada na sua lista de compras e passa pela opção de produtos com menos embalagens ou feitas com material que degrada mais fácil no meio ambiente, seja reciclável, isto é, tenha um canal de reciclagem já estabelecido; você sabe como recolher e para aonde e como fazer para encaminhar o reaproveitamento daquilo que veio junto com o seu alimento e, que não serve mais.  Compare as figuras abaixo:

papel de pão          plástico para pão

Regra de ouro

Depois do cuidado e seleção nas compras, a regra de ouro é separar o lixo seco do molhado. Começa dentro de casa e vai para diferentes contêineres (na cidade aonde eu moro o sistema de coleta é feito dessa forma) na sua calçada. Sem os cuidados iniciais e sem a correta armazenagem no respectivo contêiner, o recolhimento do lixo, que agora é coletivo, dará encaminhamento errado para o material e o cenário abaixo se manterá como triste realidade de muitos municípios brasileiros.

lixao parnaiba1

A regra pode e deve ser expandida para a separação de vidros, metais, plásticos e papéis. Fomentar, incentivar e difundir a formação de cooperativas de reciclagem é exercício da cidadania.

Quanto a incursão pela cozinha da minha casa posso dizer que sobrevivi, caso contrário não teria terminado o texto. Acabei convencido de que teremos que repensar algumas rotinas por aqui. Moramos em apartamento e isso requer grandes adaptações, especialmente considerando que esse tipo de morar é a grande explosão nas áreas urbanas.

Vou fazer mais observações, testar adaptações e depois socializo as minhas experiências nos próximos textos.

 

 

 

Cenário 2020

A construção de uma mandala e de um cenário é um exercício que tem muitas semelhanças. A primeira se trata da criação de um mundo misterioso, demonstrado por figuras coloridas, tipo um tapete composto com areias de diversas cores. Pronta a obra, os construtores a apreciam e desmancham-na em seguida. O segundo é a construção de um tempo que ainda não chegou, rico em detalhes, de maneira a permitir muitas interpretações, especialmente quanto a oportunidades e ameaças que a realidade representada possa significar. Ambos decorrem da capacidade criadora do cérebro humano – a imaginação.

O cérebro humano tens funções semelhantes àquelas do computador. Ele recebe dados pelas portas de entradas (os cinco sentidos), armazena dados, busca dados seletivamente e constrói a informação. Com a sua função exclusiva e diferencial da imaginação, ele cria cenários a partir do presente, projetando através das tendências nele identificadas, um futuro contextualizado no tempo e no espaço. A imaginação é uma das funções cerebrais que tem sido abandonada, num cenário presente.

horizonteA figura ao lado representa a linha do horizonte e o ponto aonde você, caro leitor, se encontra. A estrada asfaltada que liga o hoje e o futuro (2020 no nosso caso), representa o conjunto de decisões e ações que você tem que tomar para estar  tão apto lá, quanto está no hoje, aqui. Quem sabe, primeiro e melhor que os seus concorrentes.

Vou desenhar a minha mandala fundado nas posições de Michio Kaku 1 e em um relatório da Central Intelligence Agency (CIA)2

Hoje estamos numa sociedade que caminha para o multiculturalismo, é científica e razoavelmente tolerante. Cada aspecto com o seu respectivo nível de desenvolvimento e com uma tendência de aprofundamento, apesar do terrorismo que não aceita nada disso. O caminho asfaltado para os três aspectos citados é a internet que, no dizer do físico teórico, ” é o sistema telefônico mundial na nova civilização que estamos tendo a oportunidade de ver nascer”. Também a universalização da língua, onde o inglês já é a segunda mais falada no mundo de hoje; a tendência é de que seja ela a língua da nova civilização.

O surgimento da União Europeia, com povos historicamente beligerantes entre si, apesar de vivenciarmos hoje os contratempos de consolidação do bloco, é um indicador que teremos de início a economia mundial, como fator de unificação territorial, como modelo no novo mundo. Nos próximos cinquenta anos os estados nações ainda deterão o poder político.

Também é evidente o movimento da cultura. O esporte é o grande marco civilizatório. As competições mundiais desconhecem qualquer barreira cultural e linguística. Nesse ponto já vivemos o modelo da nova civilização.O mundo escuta rock and roll, veste segundo padrões ditados por um núcleo de moda e as noticias de uma forma ou de outra, nos chegam com razoável padronização, ressalvando interesses ideológicos. A imprensa, já bastante avançada, na trilha da internet, nos mostra que o terrorismo é a manifestação contraria  àquelas tendências que venho elencando no texto. Ele não admite a ciência e quer a teocracia e o monoculturismo. Intentam implantar o medo como instrumento de frenagem da marcha civilizatória e de enfraquecimento dos governos locais.

Assim, teremos que preparar o nosso caminho com mais habilidade para o trabalho em rede, emprego da internet e fluência numa segunda língua, além do domínio intensivo sobre a nativa. Muita cultura humanista. Atenção nos problemas locais e ser capaz de contextualiza-los em horizontes físicos e temporais mais largos. Grande capacidade de se por no lugar do outro – ter empatia para além das fronteiras locais e desenvolver as capacidade de trabalhar em qualquer parte do mundo, inclusive no terceiro setor.

Referências

1.Michio Kaku é um físico teórico estadunidense. É professor e co-criador da teoria de campos de corda, um ramo da teoria das cordas. Kaku formou-se como bacharel na Universidade de Harvard em 1968, quando ele foi primeiro em sua turma de física

2. Relatório da CIA – Como será o mundo em 2020. Disponível em:http://www.maoslimpasbrasil.com.br/26-manchetes-chamadas-ou-destaques/1972-o-relatorio-da-cia-como-sera-o-mundo-em-2020-i-ii-e-iii

Manual do proprietário

Hoje é comum a expressão “com o manual na mão, eu monto qualquer coisa”. Tem gente que já pergunta se tem ” o manuel”, de tão usual que se tornou essa ajuda do fabricante.

Esta é uma antiga ferramenta de pós venda que, em função das mudanças nas políticas de produção, sofreram variações de conteúdo e de apresentação, ao longo do tempo.

O conteúdo do manual é definido ao tempo do projeto de engenharia do produto portanto, ainda dentro da indústria, seguindo uma política de produção e venda conforme os objetivos organizacionais traçados nos campos financeiro, social e ambiental. O modelo mais clássico que se tem é o manual do proprietário de veículo automotor. Ele é completo e detalhado no funcionamento e na regulação da manutenção do bem adquirido. No Brasil a depreciação e exaustão desse bem é de 20% ao ano, ou seja, contabilmente em cinco anos o bem se extingue; no mercado é comum se ver veículos automóveis com dez anos de vida útil. Em boa parte isso se deve ao plano de manutenção traçado pelo fabricante. A figura abaixo mostra o manual de uma carro de 1965. O meu carro é do ano de 2005 e são pequenas as diferenças entre ambos os documentos e àqueles do corrente ano.

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A ausência de diferenças decorre da não mudanças nas políticas de produção (não confunda com tecnologias), onde o aumento da vida útil e a confiabilidade na marca sempre foram o norte do mercado produtor, além da própria capacidade de compra do mercado consumidor. Ainda assim, se observa no Brasil, o crescente passivo de uma destinação dos resíduos de automóveis que não mais podem circular e que, a despeito do prolongamento da vida, não se dispõe de um sistema reverso de logística, capaz de absorver a demanda e aliviando o meio ambiente da carga de tais resíduos.

Atualmente, existem alguns bens disponíveis no mercado, cujo manual se restringe a uma única folha de papel impresso com as principais instruções de uso e cuidados de segurança. Os endereços para eventuais manutenções nem sempre se confirmam. A garantia do produto é de um ano e você não encontra quem faça qualquer reparo. O manual é singelo e não tem instruções de manutenção pelo simples motivo de que o custo de produção é muito baixo: compre um novo e bote fora o velho “estragado”. Pergunta-se: fora aonde? Sem sistematização e sem orientação no manual, fatalmente o velho habitará um terreno baldio.

Por outro lado, existe uma nova geração de bens e fabricantes que emitem um manual tradicional singelo que contém as instruções básicas de operação e cuidados, mas conta com  um endereço de internet, onde a manutenção é muito bem detalhada. Minha lavadora/secadora de roupas é um exemplo. Já fiz alguma manutenção mais aprofundada acompanhado por um tutorial em vídeo, onde a peça referida era mostrada na tela do celular, passo a passo.

manualA figura ao lado mostra alguém estudando o manual de um bem que comprou ou irá comprar. Eu já vivi esta experiência, conforme relatei acima.

A minha preocupação que persiste, apesar da modernidade do manual, é que ao encerramento programado ou não, do prazo de vida útil do produto, ainda não terei um processo sistematizado de descarte do “velho” para o reaproveitamento na própria indústria.  Essa é uma enorme de uma oportunidade de melhoria nos manuais de proprietário:

  • fazer nele constar as medidas especiais e de logística para o descarte;
  • inventário de materiais construtivos e respectivos volumes;
  • nível estimado de redução da emissão de CO2 com as medidas.

Como você pode observar os novos manuais seriam medidas realmente inovadoras que, além de envolver na questão da preservação ambiental a todos os segmentos sociais, serviriam de suporte fático para a concessão de certificação do tipo “selo verde”.

Motivação das atuais guerras localizadas

TPP O mundo marcha para três grandes blocos econômicos, onde território, tamanho de mercado e fornecedores de energia fazem uma disputa acirrada e complexa por cada palmo de terra, especialmente no Oriente Médio. O mapa ao lado mostra o mais recente tratado internacional de livre comércio, o Tratado Transpacific Partnership (TTP), liderado pelos EUA.

A figura abaixo mostra o espaço geográfico ocupado por outro tratado internacional o Transatlantic Trade Investment Partnership (TTIP) que, de certa forma, por englobar a União Européia (com seus 28 membros), incrementa ao TTP. Basta que se sobreponha os mapas e se consegue ter uma idéia do tamanho desse segundo bloco.

TTIPEm vermelho é a Russia. A seguir mostro o mapa atual da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN). Nesse mapa abaixo da para intuir a luta militar por expansão territorial e a consequente expansão do TTIP, além do domínio sobre fontes energéticas.

 

O mapa da OTAN:

OTAN

O terceiro bloco são os chamados BRICS (Brasil, Russia, India, China e Sul da África). Por esse caminho se entende porque o Brasil não firmou nenhum dos dois acordos anteriores e vem estreitando relações com a Rússia e China, especialmente. Percebe-se também o motivo da Russia estar dentro do território e defender a Síria, aliás se entende o encontro militar internacional naquele país. Além, dos acordos comerciais entre Russia e China com o Iran.

Por fim, ainda temos o Trade in Service Agreement (TISA) que envolve territorialmente os dois primeiros blocos e diz respeito à negociação prestação mundial de serviços. Esse é um tratado que independe de blocos e, portanto deverá ser imposto ao mundo, quer dizer, aos BRICS. Tudo isso se esse bloco resistir ao bloqueio econômico que vem sendo submetido.

Para concluir, sem alongar mais o texto, o poder mundial está rotacionando dos antigos muros, dividindo países, para um eixo econômico com uma linha que liga a Asia e o cone sul, nas Américas.

A coleta seletiva da embalagem

A embalagem é um daqueles indicadores que são quase universais. Ela serve, ao mesmo tempo, para monitorar o nível de desenvolvimento econômico e o de educação para o desenvolvimento social.

A Associação Brasileira de Embalagens² (ABRE) diz :

A embalagem reflete a cultura e estágio de desenvolvimento de uma nação e seu aprimoramento vem acompanhando a evolução da sociedade desde os tempos primórdios, se adequando à sua nova organização, padrões, necessidades.

No mundo dos administradores existe uma colocação clássica a respeito da embalagem: Afinal, a embalagem agrega valor ao produto, ou não? Pertenço ao grupo que pensa que não, pois ela tem a função de proteger para que não se perca o valor agregado, até que ocorra o consumo.

Na verdade, nos cabe é melhorar continuamente a gestão organizacional para qualificar também os resultados ambientais. A divisão de responsabilidades ambientais entre a sociedade e a empresa não se trata de uma linha demarcatória: é um contínuo de ações entrelaçadas, que se inicia na engenharia da produção e do produto, passa pelo consumo, pela destinação correta da embalagem e retorno energético à indústria de base.

Segundo a política ambiental brasileira, uma empresa sustentável tem que gerar resultados financeiros, sociais e ambientais. São as três interfaces com o tecido social, onde a coleta seletiva é uma ação proativa nesse contexto das competências concorrentes entre a empresa e a sociedade. A figura abaixo¹ mostra o principio de tudo, no retorno ao ambiente.

coleta seletiva em fazendas

Assim, qualquer um dos grupos de materiais mostrados na figura pode representar a forma de organização, capacitação e expressão da vontade social quanto a sustentação do ambiente. A criticidade do desafio de manutenção do meio cresce na medida em que aumenta a aglomeração dos seres humanos em grandes, médias e pequenas cidades. Vamos eleger, pela popularidade, a embalagem do tipo garrafa pet, no grupo do plástico para demonstrar uma parcela dos trabalhos de reciclagem no Brasil. Todos os dados são da Associação Brasileira da Indústria do Pet (ABIPET)³, que se encontra na nona rodada de censo, realizada em 2012.

A base geográfica dos dados é o Brasil com a sua divisão clássica em regiões, onde são identificadas as empresas que trabalham com a reciclagem de PETs, as quais foram convidadas a responder a um questionário.

Atualmente já foi atingido o índice de 58,9% de reciclagem, com 766 cidades brasileiras (são 5570 municípios no país) que dispõem de serviço de coleta seletiva. Um outro aspecto importante é a solidez das empresas de reciclagem onde 95% delas tem mais de cinco anos de atividade ininterrupta e firme no negócio. A foto abaixo mostra a fase compressão e do do enfardamento, segundo a classificação do tipo de material. A partir daqui o material segue para a indústria para transformar em matéria prima, sendo que mais da metade (65%) gera os flakes, que são pedaços quase na condição de espuma e cristais, seguindo inclusive para a indústria química. Outros 25% voltam a ser garrafas.para não alimentos.

pronto

Este segmento é um mercado muito ativo e concorrido mas que ainda tem muito espaço para se expandir.

Na medida que é algo muito ligado à cultura da sociedade, o processo não tem a velocidade de desenvolvimento que se espera dele. A educação para a coleta seletiva é a chave que destrava o volume de negócios.

Quanto ao desenvolvimento econômico do país, a embalagem serve para medir o grau em que ele ocorre, pois quanto mais se consome, mais se produz que, por sua vez, necessita de mais embalagens para conter, movimentar e transportar. Se queremos saber o tamanho da crise de um país, basta que se conheça a curva de desempenho dos fabricantes de embalagem de papelão e de PET.

Referências

  1. www.sestr.com.br
  2. http://www.abre.org.br/
  3. http://www.abipet.org.br/

http://www.abre.org.br/wp-content/uploads/2012/07/cartilha_meio_ambiente.pdf

Entropia e o conhecimento

Entropia é  o nome que se dá para a tendência que apresenta todo o corpo organizado e que interage com o seu meio, de caminhar para a desorganização.  Nós nascemos, nos desenvolvemos e morremos, apesar de todo o esforço empreendido para retardar o final. Esse conhecimento é trazido da física e, portanto não fica velho. Para mudá-lo, somente se ocorra uma evolução no saber básico da ciência.

A empresa é uma organização, idealizada pelo homem, para alcançar determinados resultados, a partir do emprego combinado de diversos recursos tangíveis e intangíveis. Esses recursos são obtidos no ambiente que ela se insere. Os resultados devem ser expressos em linguagem financeira, social e ambiental. Portanto, ela também está sujeita ao fenômeno da entropia. E por que as empresas parecem não obedecer o ciclo? Porque existe uma ação denominada por entropia negativa, que é o conjunto de ações deliberadas pelo homem para vencer (ou retardar) os efeitos do fenômeno. Ir ao médico e praticar a medicina preventiva faz parte da entropia negativa? Sim.

A figura abaixo mostra uma das diversas técnicas de representar a empresa no seu ambiente de inserção.

ambientes

Fonte: slideplayer.com.br  

Os recursos estão e são geridos de dentro da empresa, conforme apontam as ameaças e as oportunidades, percebidas como tal, pelo administrador. Neste artigo, destaco o conhecimento organizacional e como ele pode ficar ou ser tornado obsoleto em função da entropia que lhe acomete de forma natural, como já foi explicado, ou de maneira deliberada para colocar a empresa em situação de vantagem.  O conhecimento também envelhece e fica obsoleto.

Hoje, a empresa, juntamente com o seu grupo de fornecedores, têm na gestão do conhecimento organizacional uma decisiva ferramenta para se colocar e manter à frente dos seus concorrentes. Segundo diz Celso (2007), no seu trabalho de conclusão da pós-graduação:

[…] que é a disposição organizacional para vencer e utilizar o fenômeno da obsolescência estrategicamente a seu favor, faz ressaltar a competência essencial a ser focada em qualquer organização que queira se manter competitiva através da ininterrupta sucessão de vantagens competitivas imediatas – o ciclo de vida da demanda por conhecimento na organização e […] ao conjunto de todos os estágios pelos quais passa a necessidade humana se chama de ciclo de vida da demanda por tecnologia.

Então: o conhecimento sofre a entropia e fica obsoleto por:

  • a empresa não se apercebe sobre a qualidade do seu conhecimento, ou o mantém defasado, propositalmente;
  • o cliente quer mais tecnologia e “avisa” comprando algo mais moderno.

Como você pode observar, para o caso do conhecimento como recurso, a entropia negativa pode ser fonte de forças da empresa para aproveitar uma oportunidade. Essa tecnologia de desenvolver e controlar diferentes velocidades de apropriação e disponibilidade do conhecimento é conhecida como clockspeeds. 

Você pode estar comprando um bem que já venha com tecnologia defasada, de fábrica. Assim, um futuro novo produto para substituir aquele comprado, poderá conter uma tecnologia que já existia e estava guardada para uma outra oportunidade, especialmente se o concorrente não tiver nada de melhor para oferecer ao mercado.

máquinas

Não compre uma máquina de escrever pois os computadores fazem mais e melhor. O leitor certamente não está se dando conta de que essa encruzilhada não é tão antiga assim. Que tal um carro elétrico em substituição ao velho e ultrapassado motor de combustão interna, movido a combustível fóssil? Já está no mercado!!

A tecnologia sobre o veículo elétrico já esta muito desenvolvida e disponível, enquanto que a atual vem vendo retardada, especialmente através de barreiras políticas ligadas à organização econômica mundial.

Esse fabricante esta estabelecendo uma vantagem competitiva espetacular, competindo pelo futuro, numa evolução tecnológica sem volta.

tesla

 

Referências:

VAN LEEURVEN DA SILVA, Celso. A PLATAFORMA LOGÍSTICA COMO ORGANIZAÇÃO FOCAL, NO CONTEXTO DA SUPPLY CHAIN MANAGEMENT: O modelo SCOR como ferramenta de coordenação.Trabalho de conclusão de pos-graduação. Biblioteca do UNILASALLE. 2007.

Cenário logístico da reciclagem

O cenário mundial sobre a produção de bens e o tratamento dos resíduos sólidos, líquidos e gasosos, decorrentes da atividade industrial, além daqueles gerados pelo fim da vida útil do item produzido, está sintetizado no esquema abaixo.

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Fonte: autor

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A industria de base extrai o produto da natureza e produz a matéria prima para a indústria de transformação. São exemplos as mineradoras que retiram os minérios, as fundições e laminadoras que transformam tais minérios em chapas de aço.  Esse é um ponto de elevado consumo de energia, água e outros insumos. A industria de base tem processos de apoio destinados a tratar os resíduos provenientes do seu processo principal de produção, restando um final ambientalmente adequado, como apregoa a legislação brasileira.

A indústria de transformação estruturada como ponto de encontro de diversos fornecedores, organizados em níveis (fornecedor do fornecedor da indústria), tem como partida a indústria de base e as fontes de energia e de outros insumos. Também aqui existem processos de apoio para se tratar os resíduos do processo produtivo. O tratamento da água utilizada é um exemplo. Quando o resultado permite, ela é restituída ao meio ambiente; caso não, ela passa para reservatórios ligados a redes de distribuição exclusiva para outros empregos na própria instalação.

O mercado consumidor, conceituado como a população economicamente ativa dentro de um espaço geográfico determinado, recebe uma enorme pressão para que compre. Essa pressão é sistematizada, a partir de, um processo estratégico de apoio na industria de transformação. Esse processo e conhecido com ” Marketing”. A atividade (representada pela seta amarela no esquema) estuda o mercado consumidor e fundamenta as ações de venda em cinco pontos principais:

  • o produto em si, design, funcionalidades, cores, desempenho, etc;
  • o preço, onde é indicado o preço que as pessoas aceitariam pagar em comparação com a planilha de custos da produção;
  • a segmentação desse mercado segundo critérios econômicos, sociais e geográficos;
  • a distribuição física do produto no território considerado
  • a propaganda e campanhas promocionais para a alavancagem das vendas.

Essa estrutura de suporte para as vendas determina uma enorme pressão de compra. Muitos e modernos recursos são utilizados para se manter em expansão os resultados da indústria.

Nesse ponto começa o nó da logística reversa. Dar destino as embalagens com as quais o seu produto foi protegido para chegar integro até você. Simples: retiro o produto de dentro da caixa de papelão, coloco o isopor e o plástico bolha de volta dentro da embalagem vazia e largo na calçada para os catadores levar. Chove torrencialmente por três dias!!! Ninguém aparece para levar e o seu resíduo foi ajudar a entupir os esgotos. Podemos piorar o quadro: o que fazer com o “produto velho”, que não é papelão?

Ressalto que no parágrafo que escrevi sobre a industria de transformação nada consta sobre um suporte de pós venda para sistematizar um processo de tratamento para o resíduo, reconvertendo-o até a industria de base para reaproveitamento. Observe a diferença de tamanho entre as setas vermelhas no esquema. Essa diferença representa a quantidade de resíduos que ficam abandonados, entulhando e poluindo a natureza.

Segundo a legislação brasileira a logística reversa é: “instrumento de desenvolvimento econômico e social caracterizado por um conjunto de ações, procedimentos e meios destinados a viabilizar a coleta e a restituição dos resíduos sólidos ao setor empresarial, para reaproveitamento, em seu ciclo ou em outros ciclos produtivos, ou outra destinação final ambientalmente adequada”. (Lei 12.305 de 02/08/2010)

Como se vê, a destinação dos resíduos só pode ser uma “ambientalmente adequada”. Só não acontece porque esse processo de apoio ao tempo do pós venda, deveria ser, de alguma forma planificado pela industria de transformação. Esse poderia ser mais um nível de fornecedores da industria. Outra opção, ainda na mesma linha, seria sistematizar o suporte com fornecedores de serviço de manutenção, certificados pelo fabricante, de maneira a aumentar a vida útil do bem adquirido. Isso diminuiria a pressão sobre a natureza.

Enquanto isso, o Brasil anunciou em 2014 que teria a primeira fábrica da América Latina de reaproveitamento de material dos veículos sucateados, conforme foto abaixo.

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Continuamos, já em 2016, aguardando a tal fábrica

Referências

http://www.portalresiduossolidos.com/reciclagem-de-automoveis/