O que acabaria com a logística?

Pensando fora da caixinha!

Analisando as megatendências, o movimento, o mundo se está tornando uma coisa só. Dois exemplos:

  • Instauração da moeda eletrônica e fim das diversas moedas e do dinheiro;
  • Universalização de um único idioma.

Por maior unidade e padronização, desde o pensamento até o alimento, pelo menos esse ainda necessitará de distribuição física; aquele, os meios de comunicação autorizados cuidarão.

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transporte

 

Conclusão

Somente a invenção do teletransporte door to door poderá ameaçar a nossa atividade

 

 

 

 

Referências e créditos

http://www.rhumoconsultoria.com.br

vidabeta.com.br

 

Manual do proprietário

Hoje é comum a expressão “com o manual na mão, eu monto qualquer coisa”. Tem gente que já pergunta se tem ” o manuel”, de tão usual que se tornou essa ajuda do fabricante.

Esta é uma antiga ferramenta de pós venda que, em função das mudanças nas políticas de produção, sofreram variações de conteúdo e de apresentação, ao longo do tempo.

O conteúdo do manual é definido ao tempo do projeto de engenharia do produto portanto, ainda dentro da indústria, seguindo uma política de produção e venda conforme os objetivos organizacionais traçados nos campos financeiro, social e ambiental. O modelo mais clássico que se tem é o manual do proprietário de veículo automotor. Ele é completo e detalhado no funcionamento e na regulação da manutenção do bem adquirido. No Brasil a depreciação e exaustão desse bem é de 20% ao ano, ou seja, contabilmente em cinco anos o bem se extingue; no mercado é comum se ver veículos automóveis com dez anos de vida útil. Em boa parte isso se deve ao plano de manutenção traçado pelo fabricante. A figura abaixo mostra o manual de uma carro de 1965. O meu carro é do ano de 2005 e são pequenas as diferenças entre ambos os documentos e àqueles do corrente ano.

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A ausência de diferenças decorre da não mudanças nas políticas de produção (não confunda com tecnologias), onde o aumento da vida útil e a confiabilidade na marca sempre foram o norte do mercado produtor, além da própria capacidade de compra do mercado consumidor. Ainda assim, se observa no Brasil, o crescente passivo de uma destinação dos resíduos de automóveis que não mais podem circular e que, a despeito do prolongamento da vida, não se dispõe de um sistema reverso de logística, capaz de absorver a demanda e aliviando o meio ambiente da carga de tais resíduos.

Atualmente, existem alguns bens disponíveis no mercado, cujo manual se restringe a uma única folha de papel impresso com as principais instruções de uso e cuidados de segurança. Os endereços para eventuais manutenções nem sempre se confirmam. A garantia do produto é de um ano e você não encontra quem faça qualquer reparo. O manual é singelo e não tem instruções de manutenção pelo simples motivo de que o custo de produção é muito baixo: compre um novo e bote fora o velho “estragado”. Pergunta-se: fora aonde? Sem sistematização e sem orientação no manual, fatalmente o velho habitará um terreno baldio.

Por outro lado, existe uma nova geração de bens e fabricantes que emitem um manual tradicional singelo que contém as instruções básicas de operação e cuidados, mas conta com  um endereço de internet, onde a manutenção é muito bem detalhada. Minha lavadora/secadora de roupas é um exemplo. Já fiz alguma manutenção mais aprofundada acompanhado por um tutorial em vídeo, onde a peça referida era mostrada na tela do celular, passo a passo.

manualA figura ao lado mostra alguém estudando o manual de um bem que comprou ou irá comprar. Eu já vivi esta experiência, conforme relatei acima.

A minha preocupação que persiste, apesar da modernidade do manual, é que ao encerramento programado ou não, do prazo de vida útil do produto, ainda não terei um processo sistematizado de descarte do “velho” para o reaproveitamento na própria indústria.  Essa é uma enorme de uma oportunidade de melhoria nos manuais de proprietário:

  • fazer nele constar as medidas especiais e de logística para o descarte;
  • inventário de materiais construtivos e respectivos volumes;
  • nível estimado de redução da emissão de CO2 com as medidas.

Como você pode observar os novos manuais seriam medidas realmente inovadoras que, além de envolver na questão da preservação ambiental a todos os segmentos sociais, serviriam de suporte fático para a concessão de certificação do tipo “selo verde”.

Cenário logístico da reciclagem

O cenário mundial sobre a produção de bens e o tratamento dos resíduos sólidos, líquidos e gasosos, decorrentes da atividade industrial, além daqueles gerados pelo fim da vida útil do item produzido, está sintetizado no esquema abaixo.

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Fonte: autor

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A industria de base extrai o produto da natureza e produz a matéria prima para a indústria de transformação. São exemplos as mineradoras que retiram os minérios, as fundições e laminadoras que transformam tais minérios em chapas de aço.  Esse é um ponto de elevado consumo de energia, água e outros insumos. A industria de base tem processos de apoio destinados a tratar os resíduos provenientes do seu processo principal de produção, restando um final ambientalmente adequado, como apregoa a legislação brasileira.

A indústria de transformação estruturada como ponto de encontro de diversos fornecedores, organizados em níveis (fornecedor do fornecedor da indústria), tem como partida a indústria de base e as fontes de energia e de outros insumos. Também aqui existem processos de apoio para se tratar os resíduos do processo produtivo. O tratamento da água utilizada é um exemplo. Quando o resultado permite, ela é restituída ao meio ambiente; caso não, ela passa para reservatórios ligados a redes de distribuição exclusiva para outros empregos na própria instalação.

O mercado consumidor, conceituado como a população economicamente ativa dentro de um espaço geográfico determinado, recebe uma enorme pressão para que compre. Essa pressão é sistematizada, a partir de, um processo estratégico de apoio na industria de transformação. Esse processo e conhecido com ” Marketing”. A atividade (representada pela seta amarela no esquema) estuda o mercado consumidor e fundamenta as ações de venda em cinco pontos principais:

  • o produto em si, design, funcionalidades, cores, desempenho, etc;
  • o preço, onde é indicado o preço que as pessoas aceitariam pagar em comparação com a planilha de custos da produção;
  • a segmentação desse mercado segundo critérios econômicos, sociais e geográficos;
  • a distribuição física do produto no território considerado
  • a propaganda e campanhas promocionais para a alavancagem das vendas.

Essa estrutura de suporte para as vendas determina uma enorme pressão de compra. Muitos e modernos recursos são utilizados para se manter em expansão os resultados da indústria.

Nesse ponto começa o nó da logística reversa. Dar destino as embalagens com as quais o seu produto foi protegido para chegar integro até você. Simples: retiro o produto de dentro da caixa de papelão, coloco o isopor e o plástico bolha de volta dentro da embalagem vazia e largo na calçada para os catadores levar. Chove torrencialmente por três dias!!! Ninguém aparece para levar e o seu resíduo foi ajudar a entupir os esgotos. Podemos piorar o quadro: o que fazer com o “produto velho”, que não é papelão?

Ressalto que no parágrafo que escrevi sobre a industria de transformação nada consta sobre um suporte de pós venda para sistematizar um processo de tratamento para o resíduo, reconvertendo-o até a industria de base para reaproveitamento. Observe a diferença de tamanho entre as setas vermelhas no esquema. Essa diferença representa a quantidade de resíduos que ficam abandonados, entulhando e poluindo a natureza.

Segundo a legislação brasileira a logística reversa é: “instrumento de desenvolvimento econômico e social caracterizado por um conjunto de ações, procedimentos e meios destinados a viabilizar a coleta e a restituição dos resíduos sólidos ao setor empresarial, para reaproveitamento, em seu ciclo ou em outros ciclos produtivos, ou outra destinação final ambientalmente adequada”. (Lei 12.305 de 02/08/2010)

Como se vê, a destinação dos resíduos só pode ser uma “ambientalmente adequada”. Só não acontece porque esse processo de apoio ao tempo do pós venda, deveria ser, de alguma forma planificado pela industria de transformação. Esse poderia ser mais um nível de fornecedores da industria. Outra opção, ainda na mesma linha, seria sistematizar o suporte com fornecedores de serviço de manutenção, certificados pelo fabricante, de maneira a aumentar a vida útil do bem adquirido. Isso diminuiria a pressão sobre a natureza.

Enquanto isso, o Brasil anunciou em 2014 que teria a primeira fábrica da América Latina de reaproveitamento de material dos veículos sucateados, conforme foto abaixo.

sucata

 

 

 

 

 

 

Continuamos, já em 2016, aguardando a tal fábrica

Referências

http://www.portalresiduossolidos.com/reciclagem-de-automoveis/

Rede de sustentabilidade

Modernamente, com a avalanche de novos partidos políticos, no mundo em geral e em particular no Brasil , o título do artigo fica parecido com a designação de uma nova agremiação política no país. Lembro, ao caro leitor que, os dois principais termos utilizados para compor o nosso título, vêm sendo utilizados separadamente em diferentes artigos.

Também, tenho absoluta consciência sobre a questão da gestão dos direitos humanos aos humanos, onde a qualidade do meio ambiente físico é tão importante quanto a qualidade do meio gerado pela construção e respeito ao ordenamento jurídico, regulatório da vida em grupo, no território escolhido. Diferentemente, não parto do pressuposto do aquecimento global, para elencar as atitudes de gestão que venho apregoando, ao longo dos meus artigos.

Não basta que se crie as condições ambientais para a qualidade da nossa vida. O termo apropriado é que se estabeleça a qualidade, ou seja, se crie e se as mantenha ao longo do tempo em que vivermos sobre o nosso planeta.

Gaya A partir dessa idéia, o desafio passa a ser a sustentação do atendimento das nossas necessidades e das condições do meio ambiente, em estado tal que não degrade a qualidade física com a qual se vive, agrupados em determinado ponto do globo terrestre, a Gaya da figura* ao lado.

Nas pesquisas que realizo sobre o tema sustentabilidade,  tenho encontrado definições como:

“- a preservação do bem estar das pessoas, e do meio ambiente, mantendo negócios eficientes e rentáveis.”

Quando se busca o como fazer isso, encontra-se uma lista de ações, onde, o melhor aspecto que considero é de que, algumas empresas citam a sua reputação no mercado (maior ou menor venda e maior valor do capital intangível – valor da marca), como um dos grandes motivos para a obtenção de selos e certificações de que seu produto, com o respectivo processo de produção, não agridem ao ambiente. Ainda é pouco. Mesma avaliação para o pessoal que se envolve com a questão do aquecimento global: é pouco pregar a redução de gás carbônico na atmosfera. Pior ainda, é a resposta dos defensores e dos governos, centrada na redução do progresso, devido a consequente redução da atividade industrial.

A rede,  (conjunto de relações e meios onde cliente e fornecedor interagem, no âmbito de um processo) de sustentação das necessidades sociais e da qualidade física e química do ambiente, em que ambos se inserem, se trata de um sistema técnico, deliberadamente planejado para o seu propósito – minimizar alterações no ambiente. A figura abaixo mostra o esquema de ação de um sistema técnico*.

sistecnico

Assim, temos de um lado um sistema montado apara atender as nossas necessidades e, de outro, os resultados que devem:

  • atender as nossas necessidades;
  • não interferir na qualidade física e química do nosso ambiente.

O sistema técnico de produção, montado para atender aos resultados conforme o descrito acima, não o faz devidamente. Os componentes materiais têm um limite de vida útil, segundo a resistência de cada um, exaustivamente estudado pelos fabricantes. As estruturas, especialmente aquelas voltadas para o pós venda, foram sendo reduzidas, a tal ponto que, caso ocorra uma pane em algo que você compre, promovam a substituição por uma nova unidade; jamais se pensa em consertar, até porque se fosse essa a decisão, você teria pouca ou nenhuma estrutura para lhe atender.

Então, para que se estabeleça e se mantenha qualidade do ambiente que vivemos, o sistema técnico de produção deve se voltar para o emprego do conhecimento adquirido sobre o tempo de vida útil dos materiais (a obsolescência) para um programa de manutenção, que prolongue a utilização dos bens que adquirimos. Compraremos menos unidades e assim reduziremos o consumo de energia, água e emissão de gás carbônico.

Como ficam, nos termos da definição de sustentabilidade, citada antes,  os resultados da empresa?

Parte da mão de obra migraria para o sistema de manutenção (reduzindo custos do fabricante). Parte dos fornecedores passariam a fornecer itens para prestadores de serviço de manutenção. Novas empresas de serviços, gerariam novos postos de trabalho. E, por ai, a readequação se processaria, incluindo cultura e educação

 

Referencias:

figura Gaya: luz-na-terra.blogspot.com

sistema técnico: www.taringa.net 

A logística do milagre

Todos nós, de alguma forma, creditamos e ou atribuímos  a um milagre  o sucesso ante o surgimento de determinados acontecimentos na nossa vida. Este é um texto que não tem a pretensão religiosa e tampouco de auto ajuda. Trata-se  de acreditar sobre algo que somos capazes de construir na nossa vida. Nós construímos tudo, mas à algumas coisas denominamos de milagre e, de imediato, atribuímos a sua autoria a um ente isolado em quem acreditamos.

Na verdade, ante ao que se apresenta, fazemos duas coisas: – pensamos sobre um objetivo a atingir; e providenciamos a logística necessária para que aconteça. Mesmo para os milagres é assim que funciona.

super heroi

A figura ao lado* mostra que somos 50% superação e fé (acreditamos naquilo de pensamos e executamos), somos super-heróis e 50% processo planificado dos diversos suportes materiais de de serviços para que a coisa aconteça.

No clamor da necessidade ou da identificação da grandeza do objetivo de vida a atingir, a maioria das pessoas nem consegue parar com uma caneta e papel na mão para listar as providências que precisa tomar e, muito menos lhes determinar uma ordem de execução. Esse momento é sempre cheio da emoção, onde o lado certo do cérebro, para as coisas de ordem prática, fica desligado.

Passado o momento da percepção da necessidade de chegar a um ponto, instintivamente começamos a redigir mentalmente aquilo que fazer. Um bom exercício para a constatação é eleger um caso passado e listar todas as providências de transporte, estoque, controle de documentação e serviços que você movimentou para dar suporte ao sucedido. Sempre incluo na minha listagem o tamanho e exatamente aonde, no conjunto das minhas crenças, tive que atualizar e, muitas vezes, dar um upgrade no meu sistema de fé.

Vou contar a você, caro leitor, uma experiência que vivi,  onde em meio a maior pressão psicológica que conheci, tive que estabelecer e centrar num objetivo de vida. O caminho para fazer acontecer tal objetivo requereu:

  • coleta de informações sobre profissionais de saúde muito especializados;
  • contratação desses profissionais e agendamentos de eventos;
  • muito transporte;
  • controle de execução e arquivamento temporário de exames de saúde;
  • revisão e atualização do plano de previdência;
  • dois meses de agenda diária em hospital com controle, transportes.
  • previsão financeira;
  • três anos de rotina mensal em laboratório e controle mensal de indicadores de saúde. E por ai vai.

Não se pode esquecer que tudo o mais que nos cerca não pára e que, apesar da centralidade requerida, a vida tem que continuar o mais próxima possível da normalidade .

Como todos, também tenho um sistema de crenças fundado numa religião. Mas, além dela e do criterioso planejamento e execução do suporte logístico com vista ao objetivo definido, fiz uma mudança radical na filosofia de vida, onde a harmonização e o reconhecimento do poder do verbo foram fundamentais para os 50% de super-herói. A figura* abaixo mostra o segredo que agora posso compartir.

seucaminho

Encerro afirmando que até mesmo a fé e o silêncio fazem parte do conceito da operação logística que dá suporte ao que intentamos realizar na nossa vida, quer de maneira natural e sequencial, quer por algo de grave emergência que venha a nos forçar uma revisão nos planos. Rotina ou contingência somos nós que construímos o nosso caminho, de preferência em segredo.

Credito das figuras

www.zazzle.pt