O que acabaria com a logística?

Pensando fora da caixinha!

Analisando as megatendências, o movimento, o mundo se está tornando uma coisa só. Dois exemplos:

  • Instauração da moeda eletrônica e fim das diversas moedas e do dinheiro;
  • Universalização de um único idioma.

Por maior unidade e padronização, desde o pensamento até o alimento, pelo menos esse ainda necessitará de distribuição física; aquele, os meios de comunicação autorizados cuidarão.

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transporte

 

Conclusão

Somente a invenção do teletransporte door to door poderá ameaçar a nossa atividade

 

 

 

 

Referências e créditos

http://www.rhumoconsultoria.com.br

vidabeta.com.br

 

O inventário do lixo aqui em casa

Mesmo com a diminuição do tamanho da família moderna, segue crescendo o volume do lixo gerado nas unidades familiares. Você já parou para ver a quantidade de lixo diário que sai da sua casa? Pois, essa constatação me leva a fazer-lhe a segunda pergunta, caro leitor: – Qual é a ferramenta que acabou se tornando imprescindível na cozinha moderna? E vamos emendar logo a terceira pergunta: – você separa o lixo seco do orgânico dentro da sua casa?

Antes de prosseguir, resolvi ir até a minha cozinha e realizar um inventário do lixo aqui de casa. Não estava no roteiro de produção do texto, foi decisão de inopino. Volto já!
xingandoVou correr um duplo risco:  

1. descobrir “cobras e lagartos”;

2. ou ouvir “cobras e lagartos” da minha esposa, pois penso que se eu noticiasse a minha intensão, ela não concordaria.

Antes, um pouco de teoria.

Lixo doméstico

O lixo doméstico é um problema cíclico, onde diversos materiais têm diversos tempo e processo de produção. Podemos começar pela embalagem do pão, no café da manhã de hoje. Assim, respeitados os tempos, nossos móveis e as próprias paredes da nossa casa, um dia serão lixo. Vamos nos limitar ao resíduo diário, tais como restos de alimentos, embalagens, papeis, etc…Com tal definição de termos já posso afirmar que esse lixo nasce na sua lista de supermercado.

Pense comigo, você vai ao mercado com um interesse específico e junto com ele vem embalagens, aliás, muita embalagem. Dois exemplos representativos:

  • tem um bombom achocolatado que é vendido em doze unidades (sendo que cada uma delas com a respectiva embalagem em papel laminado) acondicionadas numa bandeja de papelão que é revestida com papel celofane;
  • bolachas do tipo água e sal, montadas em colunas que sustentadas por papel celofane, se torna um volume. Três volumes destes são agrupados numa embalagem de papel celofane totalmente colorido e com os dizeres de praxe.

Pois, haja tesoura na cozinha para manobrar com este material e outros tantos, utilizados para conter aquilo que especificamente necessitamos. Pronto, respondi a uma das perguntas: cozinha sem uma tesoura na gaveta dos talheres não assegura que dominemos as tais embalagens de hoje. Em tempo: haja cesta do lixo diário!

A quantidade de lixo diário que sai da sua casa, começa a ser determinada na sua lista de compras e passa pela opção de produtos com menos embalagens ou feitas com material que degrada mais fácil no meio ambiente, seja reciclável, isto é, tenha um canal de reciclagem já estabelecido; você sabe como recolher e para aonde e como fazer para encaminhar o reaproveitamento daquilo que veio junto com o seu alimento e, que não serve mais.  Compare as figuras abaixo:

papel de pão          plástico para pão

Regra de ouro

Depois do cuidado e seleção nas compras, a regra de ouro é separar o lixo seco do molhado. Começa dentro de casa e vai para diferentes contêineres (na cidade aonde eu moro o sistema de coleta é feito dessa forma) na sua calçada. Sem os cuidados iniciais e sem a correta armazenagem no respectivo contêiner, o recolhimento do lixo, que agora é coletivo, dará encaminhamento errado para o material e o cenário abaixo se manterá como triste realidade de muitos municípios brasileiros.

lixao parnaiba1

A regra pode e deve ser expandida para a separação de vidros, metais, plásticos e papéis. Fomentar, incentivar e difundir a formação de cooperativas de reciclagem é exercício da cidadania.

Quanto a incursão pela cozinha da minha casa posso dizer que sobrevivi, caso contrário não teria terminado o texto. Acabei convencido de que teremos que repensar algumas rotinas por aqui. Moramos em apartamento e isso requer grandes adaptações, especialmente considerando que esse tipo de morar é a grande explosão nas áreas urbanas.

Vou fazer mais observações, testar adaptações e depois socializo as minhas experiências nos próximos textos.

 

 

 

Logística militar e a empresarial

Um país e a sua nação se firmam, no cenário internacional, através do estabelecimento e da manutenção de um conjunto de poderes. Dentre tais poderes, o econômico e o militar são exemplos de resultantes de uma estrutura logística de suporte à consecução dos respectivos objetivos. Para derrubar o poder econômico de um país, apesar da sua abundância natural, basta que não lhe deixe promover a transformação em riquezas. Como? Bloqueando o desenvolvimento da sua estrutura logística. Um dos grandes óbices do Brasil é o seu custo logístico que é explorado pela concorrência internacional, além das dificuldades nacionais (matriz de transportes, baixa massa crítica – esta, melhorando fortemente), tamanho e expansão das fronteiras agrícolas e industriais.

No poder militar, que é extremamente fundado numa logística flexível, a história está repleta de formulações heurísticas. O célebre General chinês do inicio dos tempos afirmava:

Lutar e vencer todas as batalhas não é a glória suprema. A glória suprema consiste em quebrar a resistência do inimigo, sem lutar.” (SUN TZE)

Um blog brasileiro, especializado em logística militar diz:
Em uma análise rápida da história militar, podemos constatar que todas as batalhas travadas nos últimos 100 anos foram vencidas pela inviabilização da logística inimiga e consequente enfraquecimento das forças opositoras, quando então o fogo e o movimento entram em ação para subjugar um inimigo desprovido de recursos essenciais.http://operacoesmilitaresguia.blogspot.com.br/2012/09/logistica-militar.html
Tradução de um correspondente, na atualíssima guerra da Síria, descrevendo as manobras das forças governistas e seus apoios, afirma que:
Em 16 de julho, unidades do governo e as forças de apoio cortaram a rota de suprimentos do ISIS vinda de al-Shaddadi e al-Meilabiyeh, próximos de Hasaka. Isso foi pouco dias depois de outra rota de suprimentos a partir de Jisr Abyad no lado sudoeste da cidade ter sido bloqueada. Então, o exército [governamental] retomou o controle das principais estações de transmissão de eletricidade nos arredores ao sul de Hasaka. http://coletivolenin.blogspot.com.br/
Observe  caro leitor, que é comum aos três momentos históricos, a vontade de cortar ” as linhas de suprimento do inimigo” e esperar que definhe a sua vontade de guerrear.
Em tempos e em “situação de paz” as afirmações continuam válidas. O Brasil, com as suas dimensões e diversidades, tem uma logística muito sensível ao atrapalho por parte de interesses estrangeiros e locais.
O pensamento acadêmico sobre logística (transporte, armazenagem, movimentação, controle documental e informações ) diz que uma das suas principais caraterísticas é a flexibilidade do projeto logístico, aspecto que sobra na logística militar e é muito explorado na distribuição e suporte dos serviços de polícia militar no nosso país.
No dia a dia da atividade de controle de desempenho do sistema logístico existem várias ferramentas que monitoram a indicadores de de tal característica, a Supply Chain and Operations Reference (SCOR) é uma delas. O pessoal encarregado desse processo estratégico de apoio (reduz custos e melhora nível de serviços) está sempre revisando o projeto vigente, buscando melhorias.
Como se pode observar, ambos os conceitos de operações (militar e não militar) visualizam a constante necessidade de adaptação, mas se buscarmos a origem de cada um dos conceitos, poderemos perceber o fundamento das diferenças, particularmente no Brasil onde terreno e clima são considerações diferenciais.
Logística, segundo o Supply Chain Council
“Logística é a parte do Gerenciamento da Cadeia de Abastecimento que planeja, implementa e controla o fluxo e armazenamento eficiente e econômico de matérias-primas, materiais semi-acabados e produtos acabados, bem como as informações a eles relativas, desde o ponto de origem até o ponto de consumo, com o propósito de atender às exigências dos clientes” (Carvalho, 2002).
logística
Logística, segundo regulamentos e manuais militares
“Logística militar é o conjunto de atividades que visem a provisão de recursos e serviços necessários ao cumprimento da missão das forças armadas. Cabe a logística militar prover às forças em operação todos os serviços de que estas necessitem para se manterem em ação contínua e sempre operacionais.”
militar
De imediato se pode perceber que o conceito militar, ao deixar de enumerar nesse nível quem integra ” o conjunto de atividades” acaba sendo mais flexível que o conceito montado pelos conselho de profissionais de logística. Outra característica que sobressai é a consideração e foco em serviços – a logística é suporte da operação. O conceito do Conselho parece indicar que a logística seja um fim em si mesma.
Essas diferenças, no mais alto nível conceitual, acabam por determinar os principais aspectos sobre planejamento, execução e controle da atividade. a logística militar é naturalmente mais desdobrada no terreno, enquanto que a não militar ainda é limitada aos conceitos de origem e destino. Nesta, a produção seja ela qual for, tem que chegar ao grandes centros de consumo ou a uma estação aduaneira primária (portos, aeroportos e fronteiras terrestres); o gerenciamento da rotina é a técnica presente. Naquela, o trabalho com a previsão de necessidades materiais é rotina: o serviço é maleável, flexível.Os manuais são tão rígidos quanto qualquer grande e média empresa, porém os serviços são regidos por padrões que se submetem à necessidade da operação -“a ação é contínua.”.
A logística empresarial se aproxima muito da militar nas indústrias de transformação, quando se faz necessária uma verdadeira composição de meios para se instalar e manter as operações em localidades distantes dos recursos . As mineradoras com extração em meio as matas e a construção de grandes obras, como as estradas e hidroelétricas, no nosso país, são exemplos típicos da conjunção de conceitos.
Referências:
– CARVALHO, José Meixa Crespo de. Logística. 3.ed.Lisboa, 2002.
– http://operacoesmilitaresguia.blogspot.com.br/2012/09/logistica-militar.html

Inovação e princípios

Desde muito cedo, bem antes de me iniciar na linguagem simbólica, a vontade de fazer as coisas de um modo diferente me fascinava. Sempre tive clara noção sobre a forma de organizar a vida, mas a vontade de mudar fez com que fizesse algumas escolhas de ícones. Hoje, percebo que a minha escolha por um personagem de revistas em quadrinhos, o Professor Pardal, faz todo o sentido ao longo dos meus sessenta e três anos. Não é sem razão que estou escrevendo este texto sobre inovação, tendo a minha frente uma rich picture*  que mais parece uma página daquela gostosa revista da minha infância.
pardalA figura ao lado mostra o simpático personagem que agora, discutindo sobre as características da inovação e instrumentalizado pelas abordagens administrativista e simbólica, percebo o alcance do seu criador  Carl  Barks, em 1952.

Ele era um inventor que morava numa cidade onde era muito querido e sempre tinha bons princípios e carinho para com as pessoas, apesar das trapalhadas que algumas das suas invenções causavam. O fundamento da inovação é sempre o bem comum.

Ele é um galo em forma humana e este animal, muito comum no Brasil, especialmente no interior e arredores das grandes cidades, tem uma simbologia muito especial, na historia da evolução dos povos e que se aplica inteiramente aos processos da criatividade e da inovação.

O galo anuncia o amanhecer, o nascer do sol. Ele traz consigo a boa nova, com bondade e a luz sobre o desconhecido (a noite). A inovação também é envolta em tal aura. Ela gera conhecimento e ganho financeiro para alguns mas, em geral, significa melhorias universais a todos os seres.  O anúncio do conhecimento sobre o fim da noite do não saber.

O Professor, quando decidia por desenvolver uma invenção, ele colocava o seu “chapéu de pensador” que, em forma de um telhado continha na chaminé um ninho com três corvos.Então, pensar para inovar é um ato volitivo. O telhado é a conclusão da obra, alicerçada em conhecimento e em tudo aquilo que o galo humanoide simboliza, ou seja, conhecimento mais fineza de propósitos para melhorias e novos amanhãs para a nossa espécie. Decidir por colocar o chapéu e se lançar para o novo – incluindo escrever um texto.

O corvo é um símbolo forte que mostra os três momentos do sol: o nascer, o seu ponto máximo ao meio dia e o seu poente. Significa o conhecimento completo; a luz nas suas três manifestações. Ele também pode representar a boa nova para o homem. Você, caro leitor, pode estar estranhando que eu esteja escrevendo tudo isso sobre o animal, mas saiba que me reporto ao saber original, antes da igreja intervir no curso das crenças e atribuir a noção que se tem atualmente sobre o corvo. Na terra do criador do personagem, esse animal ainda preserva tal simbolismo. A construção de algo inovador segue o movimento descrito para a luz, conforme simbolizado. Aliás, qualquer produto material desenvolvido, assim o é.  Três corvos aninhados sobre o chapéu é assunto para mais adiante, em outro departamento.

Nosso personagem tinha um ajudante que era um robozinho muito esperto e inteligente: o Lampadinha, cuja foto segue abaixo.

lampadinhaEle tinha um corpo feito de tubos e uma lâmpada fazendo a vez de cabeça.Tenho agradáveis lembranças da inteligência e hiperatividade do ser desenvolvido pelo Professor e que se tornou o seu grande suporte.

Observe mais uma vez a luz presente no personagem que herdou do seu construtor, os fundamentos requeridos e desejáveis. Não basta ao inovador ser uma pessoa integra; a sua obra deve representar tais atributos. E as luvas brancas? cabeça iluminada e mãos limpas?

Pois tal simbolismo representa a firmeza de propósitos e a grandeza de princípios norteadores, incapazes de macular a obra final. Assim deve ser a aplicação de nosso conhecimento no desenvolvimento e condução de um projeto, construindo saber e bem estar ao próximo. A ganância financeira e o desvirtuamento pertencem a outro patamar – o digam os descobridores da manipulação da energia atômica.

Posto isso, até o próximo.

Nota:

* Rich picture: expressão dada ao método de desenhar um esquema de idéias envolvidas, para a resolução de problemas complexos. E para produzir um texto, também.

Não confunda recursos com riqueza

O Brasil é um país rico. Aquele menos avisado pode pensar que se esta afirmando que existe no país muito dinheiro, distribuído ou não pela sua população. Cuidado caro leitor, não confunda a abundância de recursos naturais com quantidade de dinheiro à disposição.

Temos muitos recursos sim. Para transformá-los em riqueza é necessários que se agregue outros tipos de recursos:

  • energia
  • conhecimento
  • tecnologia
  • dinheiro

Não pense o amigo que estou me referindo somente a dinheiro quando me reporto à riqueza. Ela também é representada pela capacidade de um país em dispor e organizar seus recursos e esforços com o objetivo de atender ao um objetivo específico, dentre um conjunto deles, que a nação requisita. A figura abaixo representa uma grande riqueza – matar a fome do seu próprio povo.

comida

Conseguir isso e ainda, gerar um excedente para exportar é uma peculiaridade do país com grandes extensões de terras férteis e agriculturáveis. Se o caro leitor assim o quiser, pode considerar que, além do ingresso de dinheiro internacional, ainda ajudamos a matar a fome do mundo. Isso é uma verdadeira riqueza sem par.

A logística para gerar o grãos é um esforço de vários outros recursos combinados, que aplicados, resultam na produção agrícola em quantidade e qualidade necessárias. A crescente demanda nacional e internacional nos leva, ao mesmo tempo, a buscar a produtividade (toneladas/hectare) e a expansão da fronteira agrícola.

O sucesso das duas frentes leva ao país a outro enorme desafio, este representado pelo porte do canal logístico, montado para retirar a produção da terra até os grandes centros de consumo e aos portos de saída para a exportação. Tudo ao tempo e financeiramente positivo.

Outro grande exemplo, dessa vez de contraste, para que se perceba a sutileza da proposta representada pelo título do artigo, é o caso do recurso energético do petróleo localizado abaixo do pré-sal brasileiro. Ele está lá, parto do pressuposto da fidedignidade das pesquisas e das notícias. O custo energético, tecnológico, logístico e financeiro para retirá-lo daquelas profundezas não permite que se processe e, só então, se agregue tal riqueza.

O petróleo do pré-sal é só mais um item da lista de recursos naturais que, por uma razão ou outra, doméstica ou não, assim permanecerá em nosso berço esplêndido de recursos naturais. Tinha razão quem fixou o mar brasileiro em duzentas milhas.  A figura abaixo ressalta o dispêndio de energia para se chegar ao produto apto a impulsionar riquezas no país.

petroleo O petróleo é um recurso in natura que ainda não somos auto suficientes. Para fazermos frente ao volume de demanda pelas riquezas, dele provenientes, somos obrigados a importar tal recurso, muito embora disponhamos de conhecimento e tecnologia.

Também exportamos recursos naturais por não dispormos de conhecimento, tecnologia e finanças para compor um processo de transformação e distribuição, configurando mais um item de riqueza do Brasil. Um exemplo clássico é o da exportação de laranjas para mais adiante, importarmos o suco da fruta, produzido em escala industrial.

O grande e derradeiro exemplo é o do minério de ferro. O país faz toda a mineração e exporta o minério aos países que industrializam o recurso, dos quais importamos o produto industrializado, em larga escala. Dessa atividade resulta, se em comparação com os danos ambientais, uns poucos empregos diretos e algumas divisas internacionais, dado que nem o preço, nós estabelecemos. São as tais commodities que o mercado internacional regula o preço da unidade.

Com os três exemplos, espero ter demonstrado a diferença entre recursos e riquezas de um país. Assim, quando a imprensa noticiar que o Brasil é rico e vive deitado em berço esplêndido, o saiba que nossa cama é de recursos e que requer um esforço espetacular para que se transforme na riqueza, comumente alardeada, especialmente pelos políticos e governo.

Cenário 2020

A construção de uma mandala e de um cenário é um exercício que tem muitas semelhanças. A primeira se trata da criação de um mundo misterioso, demonstrado por figuras coloridas, tipo um tapete composto com areias de diversas cores. Pronta a obra, os construtores a apreciam e desmancham-na em seguida. O segundo é a construção de um tempo que ainda não chegou, rico em detalhes, de maneira a permitir muitas interpretações, especialmente quanto a oportunidades e ameaças que a realidade representada possa significar. Ambos decorrem da capacidade criadora do cérebro humano – a imaginação.

O cérebro humano tens funções semelhantes àquelas do computador. Ele recebe dados pelas portas de entradas (os cinco sentidos), armazena dados, busca dados seletivamente e constrói a informação. Com a sua função exclusiva e diferencial da imaginação, ele cria cenários a partir do presente, projetando através das tendências nele identificadas, um futuro contextualizado no tempo e no espaço. A imaginação é uma das funções cerebrais que tem sido abandonada, num cenário presente.

horizonteA figura ao lado representa a linha do horizonte e o ponto aonde você, caro leitor, se encontra. A estrada asfaltada que liga o hoje e o futuro (2020 no nosso caso), representa o conjunto de decisões e ações que você tem que tomar para estar  tão apto lá, quanto está no hoje, aqui. Quem sabe, primeiro e melhor que os seus concorrentes.

Vou desenhar a minha mandala fundado nas posições de Michio Kaku 1 e em um relatório da Central Intelligence Agency (CIA)2

Hoje estamos numa sociedade que caminha para o multiculturalismo, é científica e razoavelmente tolerante. Cada aspecto com o seu respectivo nível de desenvolvimento e com uma tendência de aprofundamento, apesar do terrorismo que não aceita nada disso. O caminho asfaltado para os três aspectos citados é a internet que, no dizer do físico teórico, ” é o sistema telefônico mundial na nova civilização que estamos tendo a oportunidade de ver nascer”. Também a universalização da língua, onde o inglês já é a segunda mais falada no mundo de hoje; a tendência é de que seja ela a língua da nova civilização.

O surgimento da União Europeia, com povos historicamente beligerantes entre si, apesar de vivenciarmos hoje os contratempos de consolidação do bloco, é um indicador que teremos de início a economia mundial, como fator de unificação territorial, como modelo no novo mundo. Nos próximos cinquenta anos os estados nações ainda deterão o poder político.

Também é evidente o movimento da cultura. O esporte é o grande marco civilizatório. As competições mundiais desconhecem qualquer barreira cultural e linguística. Nesse ponto já vivemos o modelo da nova civilização.O mundo escuta rock and roll, veste segundo padrões ditados por um núcleo de moda e as noticias de uma forma ou de outra, nos chegam com razoável padronização, ressalvando interesses ideológicos. A imprensa, já bastante avançada, na trilha da internet, nos mostra que o terrorismo é a manifestação contraria  àquelas tendências que venho elencando no texto. Ele não admite a ciência e quer a teocracia e o monoculturismo. Intentam implantar o medo como instrumento de frenagem da marcha civilizatória e de enfraquecimento dos governos locais.

Assim, teremos que preparar o nosso caminho com mais habilidade para o trabalho em rede, emprego da internet e fluência numa segunda língua, além do domínio intensivo sobre a nativa. Muita cultura humanista. Atenção nos problemas locais e ser capaz de contextualiza-los em horizontes físicos e temporais mais largos. Grande capacidade de se por no lugar do outro – ter empatia para além das fronteiras locais e desenvolver as capacidade de trabalhar em qualquer parte do mundo, inclusive no terceiro setor.

Referências

1.Michio Kaku é um físico teórico estadunidense. É professor e co-criador da teoria de campos de corda, um ramo da teoria das cordas. Kaku formou-se como bacharel na Universidade de Harvard em 1968, quando ele foi primeiro em sua turma de física

2. Relatório da CIA – Como será o mundo em 2020. Disponível em:http://www.maoslimpasbrasil.com.br/26-manchetes-chamadas-ou-destaques/1972-o-relatorio-da-cia-como-sera-o-mundo-em-2020-i-ii-e-iii

Manual do proprietário

Hoje é comum a expressão “com o manual na mão, eu monto qualquer coisa”. Tem gente que já pergunta se tem ” o manuel”, de tão usual que se tornou essa ajuda do fabricante.

Esta é uma antiga ferramenta de pós venda que, em função das mudanças nas políticas de produção, sofreram variações de conteúdo e de apresentação, ao longo do tempo.

O conteúdo do manual é definido ao tempo do projeto de engenharia do produto portanto, ainda dentro da indústria, seguindo uma política de produção e venda conforme os objetivos organizacionais traçados nos campos financeiro, social e ambiental. O modelo mais clássico que se tem é o manual do proprietário de veículo automotor. Ele é completo e detalhado no funcionamento e na regulação da manutenção do bem adquirido. No Brasil a depreciação e exaustão desse bem é de 20% ao ano, ou seja, contabilmente em cinco anos o bem se extingue; no mercado é comum se ver veículos automóveis com dez anos de vida útil. Em boa parte isso se deve ao plano de manutenção traçado pelo fabricante. A figura abaixo mostra o manual de uma carro de 1965. O meu carro é do ano de 2005 e são pequenas as diferenças entre ambos os documentos e àqueles do corrente ano.

003-manual-gordini-1

A ausência de diferenças decorre da não mudanças nas políticas de produção (não confunda com tecnologias), onde o aumento da vida útil e a confiabilidade na marca sempre foram o norte do mercado produtor, além da própria capacidade de compra do mercado consumidor. Ainda assim, se observa no Brasil, o crescente passivo de uma destinação dos resíduos de automóveis que não mais podem circular e que, a despeito do prolongamento da vida, não se dispõe de um sistema reverso de logística, capaz de absorver a demanda e aliviando o meio ambiente da carga de tais resíduos.

Atualmente, existem alguns bens disponíveis no mercado, cujo manual se restringe a uma única folha de papel impresso com as principais instruções de uso e cuidados de segurança. Os endereços para eventuais manutenções nem sempre se confirmam. A garantia do produto é de um ano e você não encontra quem faça qualquer reparo. O manual é singelo e não tem instruções de manutenção pelo simples motivo de que o custo de produção é muito baixo: compre um novo e bote fora o velho “estragado”. Pergunta-se: fora aonde? Sem sistematização e sem orientação no manual, fatalmente o velho habitará um terreno baldio.

Por outro lado, existe uma nova geração de bens e fabricantes que emitem um manual tradicional singelo que contém as instruções básicas de operação e cuidados, mas conta com  um endereço de internet, onde a manutenção é muito bem detalhada. Minha lavadora/secadora de roupas é um exemplo. Já fiz alguma manutenção mais aprofundada acompanhado por um tutorial em vídeo, onde a peça referida era mostrada na tela do celular, passo a passo.

manualA figura ao lado mostra alguém estudando o manual de um bem que comprou ou irá comprar. Eu já vivi esta experiência, conforme relatei acima.

A minha preocupação que persiste, apesar da modernidade do manual, é que ao encerramento programado ou não, do prazo de vida útil do produto, ainda não terei um processo sistematizado de descarte do “velho” para o reaproveitamento na própria indústria.  Essa é uma enorme de uma oportunidade de melhoria nos manuais de proprietário:

  • fazer nele constar as medidas especiais e de logística para o descarte;
  • inventário de materiais construtivos e respectivos volumes;
  • nível estimado de redução da emissão de CO2 com as medidas.

Como você pode observar os novos manuais seriam medidas realmente inovadoras que, além de envolver na questão da preservação ambiental a todos os segmentos sociais, serviriam de suporte fático para a concessão de certificação do tipo “selo verde”.

Motivação das atuais guerras localizadas

TPP O mundo marcha para três grandes blocos econômicos, onde território, tamanho de mercado e fornecedores de energia fazem uma disputa acirrada e complexa por cada palmo de terra, especialmente no Oriente Médio. O mapa ao lado mostra o mais recente tratado internacional de livre comércio, o Tratado Transpacific Partnership (TTP), liderado pelos EUA.

A figura abaixo mostra o espaço geográfico ocupado por outro tratado internacional o Transatlantic Trade Investment Partnership (TTIP) que, de certa forma, por englobar a União Européia (com seus 28 membros), incrementa ao TTP. Basta que se sobreponha os mapas e se consegue ter uma idéia do tamanho desse segundo bloco.

TTIPEm vermelho é a Russia. A seguir mostro o mapa atual da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN). Nesse mapa abaixo da para intuir a luta militar por expansão territorial e a consequente expansão do TTIP, além do domínio sobre fontes energéticas.

 

O mapa da OTAN:

OTAN

O terceiro bloco são os chamados BRICS (Brasil, Russia, India, China e Sul da África). Por esse caminho se entende porque o Brasil não firmou nenhum dos dois acordos anteriores e vem estreitando relações com a Rússia e China, especialmente. Percebe-se também o motivo da Russia estar dentro do território e defender a Síria, aliás se entende o encontro militar internacional naquele país. Além, dos acordos comerciais entre Russia e China com o Iran.

Por fim, ainda temos o Trade in Service Agreement (TISA) que envolve territorialmente os dois primeiros blocos e diz respeito à negociação prestação mundial de serviços. Esse é um tratado que independe de blocos e, portanto deverá ser imposto ao mundo, quer dizer, aos BRICS. Tudo isso se esse bloco resistir ao bloqueio econômico que vem sendo submetido.

Para concluir, sem alongar mais o texto, o poder mundial está rotacionando dos antigos muros, dividindo países, para um eixo econômico com uma linha que liga a Asia e o cone sul, nas Américas.

Como vai o seu trabalho?

Em tempos de crescente sumiço dos postos de trabalho, aumenta de importância a avaliação sobre cada um dos requisitos exigidos para se manter empregado ou, se for o caso, voltar para o chamado mercado de trabalho. Muitos afirmam pela imprensa que “a coisa não tá fácil”: eu digo que nunca esteve fácil, especialmente quando a estrutura e as contingências econômicas do país não ajudam. A luz no fim do túnel se mantém acesa, apesar da crescente ansiedade, pela dinâmica auto avaliação sobre a sua força intangível do conhecimento e o quê ele pode representar, como fator competitivo pela desejada e necessária vaga.

Aquilo que o mercado afirma sobre a capacitação dos candidatos, nada mais é que o nível de atualização da base genérica e daqueles pontos que o fazem diferenciado. Como está a sua formação geral e a sua atualização?

Caro leitor, acabo de ser assaltado por uma dúvida sobre para quem escrevo esse artigo. Para aquele que está empregado ou para aqueles que estão na condição de procuradores, em busca de nova colocação? Eu mesmo respondo: para ambos, isso serve para quem está bem acomodado e tranquilo com a sua vaga garantida. O mercado de trabalho e a economia do Brasil passam por uma revolução descendente. E, mesmo que o quadro não fosse assim, monitorar o nível e a qualidade dos seus conhecimentos é fator diferencial para a atuação nesse mercado. Embora empregado hoje, gere sustentabilidade para a sua atual vaga e  compita pelo futuro, monitorando e atualizando constantemente os seus conhecimentos.

job

Não espere a situação ficar assim como na foto ao lado, onde o ator de terno e gravata, com um tablet na mão, onde se lê em inglês, que ele procura por emprego. Sentado e recostado à beira do caminho!

O ser humano mensura tudo com o emprego da comparação; é imprescindível para a nossa mente que se tenha algo , uma referência com a qual se possa comparar aquilo que  queremos saber. Então, necessitamos construir algo para poder comparar o nosso conhecimento e saber se ele está bem, de acordo com aquilo que é exigido para se manter e ou retornar ao emprego.

Outro requisito muito falado e pouco entendido é a expressão “ter experiência”, tanto que é apontada como uma das principais dificuldades ao primeiro emprego.

Recapitulando: primeiro, ter e manter o seu conhecimento atualizado e, segundo, ter experiência. Vamos ao conhecimento. Existem duas maneiras de ele envelhecer, ficar obsoleto:

  • você se apegar à rotina da sua função e se esquecer de se atualizar;
  • mudanças tecnológicas com novas exigências, que você não se apercebe, quer em razão do item anterior, quer em razão de que o novo rompe com o conhecimento de até então e você não tem nem a base requerida para perceber.  Se desempregado, é a ansiedade que bloqueia a sua percepção e lhe desestimula para o novo.

A experiência, na verdade é o grande processo de aprendizagem e conhecimento. Não basta que você saiba ler muito bem uma receita de bolo; você já fez, a partir de uma receita, um bolo de sucesso. Tem experiência de aplicar na prática, aquilo que lê? Tem gente que passa a sua adolescência atribulada por escassez de dinheiro e enormes dificuldades e, mesmo assim, de forma organizada, obtém o seu diploma técnico ou universitário. Quando chega na entrevista diz que não tem experiência! Lembre que, para o desempenho do cargo ao qual está se candidatando você receberá treinamento, ou seja, mais um conhecimento específico, construído pela experiência aplicada.

experiência

Quando lhe perguntarem sobre experiência considere a hipótese de afirmar que soube se conduzir, num período naturalmente conturbado, cujo resultado é o diploma anexado no currículo e a própria realização dessa entrevista.Você experimentou a vivência de chegar até a sua primeira entrevista de admissão ao primeiro emprego. Você é um especialista, como mostra a foto acima.

Assim, avalie-se constantemente, leia e mantenha-se em dia com os acontecimentos e promova maneiras de vivenciar um aprendizado baseado também na experiência. Não espere pela demanda do mercado de trabalho lhe atropelar e lhe dizer que o seu conhecimento envelheceu ou que não serve aos requisitos da vaga oferecida.

 

Entropia e o conhecimento

Entropia é  o nome que se dá para a tendência que apresenta todo o corpo organizado e que interage com o seu meio, de caminhar para a desorganização.  Nós nascemos, nos desenvolvemos e morremos, apesar de todo o esforço empreendido para retardar o final. Esse conhecimento é trazido da física e, portanto não fica velho. Para mudá-lo, somente se ocorra uma evolução no saber básico da ciência.

A empresa é uma organização, idealizada pelo homem, para alcançar determinados resultados, a partir do emprego combinado de diversos recursos tangíveis e intangíveis. Esses recursos são obtidos no ambiente que ela se insere. Os resultados devem ser expressos em linguagem financeira, social e ambiental. Portanto, ela também está sujeita ao fenômeno da entropia. E por que as empresas parecem não obedecer o ciclo? Porque existe uma ação denominada por entropia negativa, que é o conjunto de ações deliberadas pelo homem para vencer (ou retardar) os efeitos do fenômeno. Ir ao médico e praticar a medicina preventiva faz parte da entropia negativa? Sim.

A figura abaixo mostra uma das diversas técnicas de representar a empresa no seu ambiente de inserção.

ambientes

Fonte: slideplayer.com.br  

Os recursos estão e são geridos de dentro da empresa, conforme apontam as ameaças e as oportunidades, percebidas como tal, pelo administrador. Neste artigo, destaco o conhecimento organizacional e como ele pode ficar ou ser tornado obsoleto em função da entropia que lhe acomete de forma natural, como já foi explicado, ou de maneira deliberada para colocar a empresa em situação de vantagem.  O conhecimento também envelhece e fica obsoleto.

Hoje, a empresa, juntamente com o seu grupo de fornecedores, têm na gestão do conhecimento organizacional uma decisiva ferramenta para se colocar e manter à frente dos seus concorrentes. Segundo diz Celso (2007), no seu trabalho de conclusão da pós-graduação:

[…] que é a disposição organizacional para vencer e utilizar o fenômeno da obsolescência estrategicamente a seu favor, faz ressaltar a competência essencial a ser focada em qualquer organização que queira se manter competitiva através da ininterrupta sucessão de vantagens competitivas imediatas – o ciclo de vida da demanda por conhecimento na organização e […] ao conjunto de todos os estágios pelos quais passa a necessidade humana se chama de ciclo de vida da demanda por tecnologia.

Então: o conhecimento sofre a entropia e fica obsoleto por:

  • a empresa não se apercebe sobre a qualidade do seu conhecimento, ou o mantém defasado, propositalmente;
  • o cliente quer mais tecnologia e “avisa” comprando algo mais moderno.

Como você pode observar, para o caso do conhecimento como recurso, a entropia negativa pode ser fonte de forças da empresa para aproveitar uma oportunidade. Essa tecnologia de desenvolver e controlar diferentes velocidades de apropriação e disponibilidade do conhecimento é conhecida como clockspeeds. 

Você pode estar comprando um bem que já venha com tecnologia defasada, de fábrica. Assim, um futuro novo produto para substituir aquele comprado, poderá conter uma tecnologia que já existia e estava guardada para uma outra oportunidade, especialmente se o concorrente não tiver nada de melhor para oferecer ao mercado.

máquinas

Não compre uma máquina de escrever pois os computadores fazem mais e melhor. O leitor certamente não está se dando conta de que essa encruzilhada não é tão antiga assim. Que tal um carro elétrico em substituição ao velho e ultrapassado motor de combustão interna, movido a combustível fóssil? Já está no mercado!!

A tecnologia sobre o veículo elétrico já esta muito desenvolvida e disponível, enquanto que a atual vem vendo retardada, especialmente através de barreiras políticas ligadas à organização econômica mundial.

Esse fabricante esta estabelecendo uma vantagem competitiva espetacular, competindo pelo futuro, numa evolução tecnológica sem volta.

tesla

 

Referências:

VAN LEEURVEN DA SILVA, Celso. A PLATAFORMA LOGÍSTICA COMO ORGANIZAÇÃO FOCAL, NO CONTEXTO DA SUPPLY CHAIN MANAGEMENT: O modelo SCOR como ferramenta de coordenação.Trabalho de conclusão de pos-graduação. Biblioteca do UNILASALLE. 2007.