O que acabaria com a logística?

Pensando fora da caixinha!

Analisando as megatendências, o movimento, o mundo se está tornando uma coisa só. Dois exemplos:

  • Instauração da moeda eletrônica e fim das diversas moedas e do dinheiro;
  • Universalização de um único idioma.

Por maior unidade e padronização, desde o pensamento até o alimento, pelo menos esse ainda necessitará de distribuição física; aquele, os meios de comunicação autorizados cuidarão.

$

 

transporte

 

Conclusão

Somente a invenção do teletransporte door to door poderá ameaçar a nossa atividade

 

 

 

 

Referências e créditos

http://www.rhumoconsultoria.com.br

vidabeta.com.br

 

O inventário do lixo aqui em casa

Mesmo com a diminuição do tamanho da família moderna, segue crescendo o volume do lixo gerado nas unidades familiares. Você já parou para ver a quantidade de lixo diário que sai da sua casa? Pois, essa constatação me leva a fazer-lhe a segunda pergunta, caro leitor: – Qual é a ferramenta que acabou se tornando imprescindível na cozinha moderna? E vamos emendar logo a terceira pergunta: – você separa o lixo seco do orgânico dentro da sua casa?

Antes de prosseguir, resolvi ir até a minha cozinha e realizar um inventário do lixo aqui de casa. Não estava no roteiro de produção do texto, foi decisão de inopino. Volto já!
xingandoVou correr um duplo risco:  

1. descobrir “cobras e lagartos”;

2. ou ouvir “cobras e lagartos” da minha esposa, pois penso que se eu noticiasse a minha intensão, ela não concordaria.

Antes, um pouco de teoria.

Lixo doméstico

O lixo doméstico é um problema cíclico, onde diversos materiais têm diversos tempo e processo de produção. Podemos começar pela embalagem do pão, no café da manhã de hoje. Assim, respeitados os tempos, nossos móveis e as próprias paredes da nossa casa, um dia serão lixo. Vamos nos limitar ao resíduo diário, tais como restos de alimentos, embalagens, papeis, etc…Com tal definição de termos já posso afirmar que esse lixo nasce na sua lista de supermercado.

Pense comigo, você vai ao mercado com um interesse específico e junto com ele vem embalagens, aliás, muita embalagem. Dois exemplos representativos:

  • tem um bombom achocolatado que é vendido em doze unidades (sendo que cada uma delas com a respectiva embalagem em papel laminado) acondicionadas numa bandeja de papelão que é revestida com papel celofane;
  • bolachas do tipo água e sal, montadas em colunas que sustentadas por papel celofane, se torna um volume. Três volumes destes são agrupados numa embalagem de papel celofane totalmente colorido e com os dizeres de praxe.

Pois, haja tesoura na cozinha para manobrar com este material e outros tantos, utilizados para conter aquilo que especificamente necessitamos. Pronto, respondi a uma das perguntas: cozinha sem uma tesoura na gaveta dos talheres não assegura que dominemos as tais embalagens de hoje. Em tempo: haja cesta do lixo diário!

A quantidade de lixo diário que sai da sua casa, começa a ser determinada na sua lista de compras e passa pela opção de produtos com menos embalagens ou feitas com material que degrada mais fácil no meio ambiente, seja reciclável, isto é, tenha um canal de reciclagem já estabelecido; você sabe como recolher e para aonde e como fazer para encaminhar o reaproveitamento daquilo que veio junto com o seu alimento e, que não serve mais.  Compare as figuras abaixo:

papel de pão          plástico para pão

Regra de ouro

Depois do cuidado e seleção nas compras, a regra de ouro é separar o lixo seco do molhado. Começa dentro de casa e vai para diferentes contêineres (na cidade aonde eu moro o sistema de coleta é feito dessa forma) na sua calçada. Sem os cuidados iniciais e sem a correta armazenagem no respectivo contêiner, o recolhimento do lixo, que agora é coletivo, dará encaminhamento errado para o material e o cenário abaixo se manterá como triste realidade de muitos municípios brasileiros.

lixao parnaiba1

A regra pode e deve ser expandida para a separação de vidros, metais, plásticos e papéis. Fomentar, incentivar e difundir a formação de cooperativas de reciclagem é exercício da cidadania.

Quanto a incursão pela cozinha da minha casa posso dizer que sobrevivi, caso contrário não teria terminado o texto. Acabei convencido de que teremos que repensar algumas rotinas por aqui. Moramos em apartamento e isso requer grandes adaptações, especialmente considerando que esse tipo de morar é a grande explosão nas áreas urbanas.

Vou fazer mais observações, testar adaptações e depois socializo as minhas experiências nos próximos textos.

 

 

 

Manual do proprietário

Hoje é comum a expressão “com o manual na mão, eu monto qualquer coisa”. Tem gente que já pergunta se tem ” o manuel”, de tão usual que se tornou essa ajuda do fabricante.

Esta é uma antiga ferramenta de pós venda que, em função das mudanças nas políticas de produção, sofreram variações de conteúdo e de apresentação, ao longo do tempo.

O conteúdo do manual é definido ao tempo do projeto de engenharia do produto portanto, ainda dentro da indústria, seguindo uma política de produção e venda conforme os objetivos organizacionais traçados nos campos financeiro, social e ambiental. O modelo mais clássico que se tem é o manual do proprietário de veículo automotor. Ele é completo e detalhado no funcionamento e na regulação da manutenção do bem adquirido. No Brasil a depreciação e exaustão desse bem é de 20% ao ano, ou seja, contabilmente em cinco anos o bem se extingue; no mercado é comum se ver veículos automóveis com dez anos de vida útil. Em boa parte isso se deve ao plano de manutenção traçado pelo fabricante. A figura abaixo mostra o manual de uma carro de 1965. O meu carro é do ano de 2005 e são pequenas as diferenças entre ambos os documentos e àqueles do corrente ano.

003-manual-gordini-1

A ausência de diferenças decorre da não mudanças nas políticas de produção (não confunda com tecnologias), onde o aumento da vida útil e a confiabilidade na marca sempre foram o norte do mercado produtor, além da própria capacidade de compra do mercado consumidor. Ainda assim, se observa no Brasil, o crescente passivo de uma destinação dos resíduos de automóveis que não mais podem circular e que, a despeito do prolongamento da vida, não se dispõe de um sistema reverso de logística, capaz de absorver a demanda e aliviando o meio ambiente da carga de tais resíduos.

Atualmente, existem alguns bens disponíveis no mercado, cujo manual se restringe a uma única folha de papel impresso com as principais instruções de uso e cuidados de segurança. Os endereços para eventuais manutenções nem sempre se confirmam. A garantia do produto é de um ano e você não encontra quem faça qualquer reparo. O manual é singelo e não tem instruções de manutenção pelo simples motivo de que o custo de produção é muito baixo: compre um novo e bote fora o velho “estragado”. Pergunta-se: fora aonde? Sem sistematização e sem orientação no manual, fatalmente o velho habitará um terreno baldio.

Por outro lado, existe uma nova geração de bens e fabricantes que emitem um manual tradicional singelo que contém as instruções básicas de operação e cuidados, mas conta com  um endereço de internet, onde a manutenção é muito bem detalhada. Minha lavadora/secadora de roupas é um exemplo. Já fiz alguma manutenção mais aprofundada acompanhado por um tutorial em vídeo, onde a peça referida era mostrada na tela do celular, passo a passo.

manualA figura ao lado mostra alguém estudando o manual de um bem que comprou ou irá comprar. Eu já vivi esta experiência, conforme relatei acima.

A minha preocupação que persiste, apesar da modernidade do manual, é que ao encerramento programado ou não, do prazo de vida útil do produto, ainda não terei um processo sistematizado de descarte do “velho” para o reaproveitamento na própria indústria.  Essa é uma enorme de uma oportunidade de melhoria nos manuais de proprietário:

  • fazer nele constar as medidas especiais e de logística para o descarte;
  • inventário de materiais construtivos e respectivos volumes;
  • nível estimado de redução da emissão de CO2 com as medidas.

Como você pode observar os novos manuais seriam medidas realmente inovadoras que, além de envolver na questão da preservação ambiental a todos os segmentos sociais, serviriam de suporte fático para a concessão de certificação do tipo “selo verde”.

Retardar a obsolescência

Todas as coisas e os seres ficam velhos, quer por desgaste natural ou fadiga do material, quer pelo envelhecimento da tecnologia empregada para garantir o funcionamento. O computador, com a sua tecnologia, é um belo exemplo, onde o material empregado não chega a entrar em processo de fadiga, porém a sua tecnologia de funcionamento – principalmente a velocidade dos chamados processadores é aumentada a cada intervalo de 12 meses ou menos.

Determinados produtos não impõem grande esforço ao material de que são feitos e têm ou deveriam ter enorme durabilidade, mas não o têm. Assim, certos fabricantes, de acordo com a filosofia do consumo de massa, programam a obsolescência do seu produto a partir de:

  • tecnologia de materiais que reduzam custos de produção e de vida útil mais curta;
  • tecnologia de funcionamento prestes a ser substituída por outra já desenvolvida e aguardando o momento de entrar em novos projetos;
  • projetos de engenharia do produto que desconsideram ao máximo a opção de reparos;
  • marketing voltado para o “compre novo, não conserte”, conforme ilustra a figura abaixo:

conserte

Como você pode perceber, ambas as formas de pressão, se fossem equilibradas, teríamos menor ameaça ao ambiente e à sustentabilidade da equação entre consumir e não agredir a qualidade de vida, reduzindo a velocidade de entulho do ambiente.  O desequilíbrio se estabelece na medida em que não se conserta mais nada e, ao mesmo tempo, é forte o apelo publicitário pela aquisição de unidade nova.

Uma proposta de reequilíbrio passa obrigatoriamente por estruturar o sistema de conservação dos bens, aumentando-lhes a vida útil.

Prezado leitor, tenho idade suficiente para ter  a oportunidade de viver o tempo em que era absolutamente normal encontrar pequenas e médias lojas de consertos, cuja atividade prolongava a vida da nossa geladeira  “Frigidaire” e televisão “Telefunken”, marcas da época. Minha alfabetização sempre foi acompanhada de uma iniciação profissional, onde se aprendia pequenos consertos domésticos e nos habilitava para trabalhar ou “ter” uma pequena oficina. Esse era o ambiente de sustentação da cultura de consertar e aproveitar bem o item que se comprava para a casa. Convenhamos, fundamento cultural das pequenas e medias empresas que, no Brasil, representam mais de 85% dos postos de emprego.

A manutenção, como atividade logística, requer a gestão dos seguintes fatores:

  • mão de obra
  • ferramental
  • peças de reposição
  • instalações
  • tempo.

Para cada um destes fatores deve existir uma rede (relação de clientes-fornecedores) com um custo que, como estamos ensaiando e a figura abaixo mostra, de 3,5% do preço de venda do produto, no caso uma bicicleta.

FB_IMG_1448457962977

Observe, caro leitor, que não custa caro assegurar-se da manutenção do bem comprado. Retardar o processo de obsolescência daquilo que compramos pode não ser conveniente sob a ótica de parecer alguém sempre atualizado, conforme valores repassados pelo marketing dos fabricantes. Sob a ótica de respeito e conservação do ambiente em que vivemos, essa é uma atitude inteligente e economicamente sustentável. Temos uma decisão de comprar menos e manter os postos de trabalhos, garantindo a vida econômica de muitas famílias, sem qualquer agravo ao nosso ambiente.

A logística do milagre

Todos nós, de alguma forma, creditamos e ou atribuímos  a um milagre  o sucesso ante o surgimento de determinados acontecimentos na nossa vida. Este é um texto que não tem a pretensão religiosa e tampouco de auto ajuda. Trata-se  de acreditar sobre algo que somos capazes de construir na nossa vida. Nós construímos tudo, mas à algumas coisas denominamos de milagre e, de imediato, atribuímos a sua autoria a um ente isolado em quem acreditamos.

Na verdade, ante ao que se apresenta, fazemos duas coisas: – pensamos sobre um objetivo a atingir; e providenciamos a logística necessária para que aconteça. Mesmo para os milagres é assim que funciona.

super heroi

A figura ao lado* mostra que somos 50% superação e fé (acreditamos naquilo de pensamos e executamos), somos super-heróis e 50% processo planificado dos diversos suportes materiais de de serviços para que a coisa aconteça.

No clamor da necessidade ou da identificação da grandeza do objetivo de vida a atingir, a maioria das pessoas nem consegue parar com uma caneta e papel na mão para listar as providências que precisa tomar e, muito menos lhes determinar uma ordem de execução. Esse momento é sempre cheio da emoção, onde o lado certo do cérebro, para as coisas de ordem prática, fica desligado.

Passado o momento da percepção da necessidade de chegar a um ponto, instintivamente começamos a redigir mentalmente aquilo que fazer. Um bom exercício para a constatação é eleger um caso passado e listar todas as providências de transporte, estoque, controle de documentação e serviços que você movimentou para dar suporte ao sucedido. Sempre incluo na minha listagem o tamanho e exatamente aonde, no conjunto das minhas crenças, tive que atualizar e, muitas vezes, dar um upgrade no meu sistema de fé.

Vou contar a você, caro leitor, uma experiência que vivi,  onde em meio a maior pressão psicológica que conheci, tive que estabelecer e centrar num objetivo de vida. O caminho para fazer acontecer tal objetivo requereu:

  • coleta de informações sobre profissionais de saúde muito especializados;
  • contratação desses profissionais e agendamentos de eventos;
  • muito transporte;
  • controle de execução e arquivamento temporário de exames de saúde;
  • revisão e atualização do plano de previdência;
  • dois meses de agenda diária em hospital com controle, transportes.
  • previsão financeira;
  • três anos de rotina mensal em laboratório e controle mensal de indicadores de saúde. E por ai vai.

Não se pode esquecer que tudo o mais que nos cerca não pára e que, apesar da centralidade requerida, a vida tem que continuar o mais próxima possível da normalidade .

Como todos, também tenho um sistema de crenças fundado numa religião. Mas, além dela e do criterioso planejamento e execução do suporte logístico com vista ao objetivo definido, fiz uma mudança radical na filosofia de vida, onde a harmonização e o reconhecimento do poder do verbo foram fundamentais para os 50% de super-herói. A figura* abaixo mostra o segredo que agora posso compartir.

seucaminho

Encerro afirmando que até mesmo a fé e o silêncio fazem parte do conceito da operação logística que dá suporte ao que intentamos realizar na nossa vida, quer de maneira natural e sequencial, quer por algo de grave emergência que venha a nos forçar uma revisão nos planos. Rotina ou contingência somos nós que construímos o nosso caminho, de preferência em segredo.

Credito das figuras

www.zazzle.pt 

E-comércio & e-logística

Pelo menos boa parte do atendimento das suas necessidades passa por uma compra. Sempre compramos algo: bens, serviços, tempo  e atenção/capacitação de outra pessoa.

São, basicamente, duas opções para a aquisição de bens: ou você vai na loja física, ou frequenta a loja virtual, via internet – os famosos sites de compras. Mas por que a sua escolha recai sobre esta ou aqueles?

No início do comércio via internet a resposta era muito simples e direta: -não confio e tenho medo, até mesmo de chegar perto do computador. Hoje a coisa está muito diferente, pois pessoas, tecnologia e processos cresceram, melhorando a confiança na compra eletrônica com o chamado dinheiro de plástico – nosso cartão de crédito, sem sair de casa.

No aspecto de pessoas, o brasileiro evoluiu muito em termos de habilidade e conhecimento sobre a realidade da rede de internet. Hoje é praticamente uma exigência social você dominar o assunto.  Outro fator importante é que no Brasil temos 43% dos domicílios com acesso a internet e, operacionalmente capaz de se ligar a uma loja virtual. Se considerarmos as ligações utilizando celulares podemos chegar, em números, a 50% dos domicílios.

Os meios de pagamento também vêm evoluindo, especialmente no quesito segurança e simplicidade de operação. O cartão de crédito ainda é o principal meio.  Outro ponto a considerar é que somente 25% da população tem cartão de crédito, condição primeira para compras via internet. Existem outras opções de pagamento que o brasileiro utiliza, segundo a sua condição de crédito. A figura abaixo* mostra a distribuição da forma de pagamento por compras eletrônicas, no Brasil em 2014.

services_5_br

Os processos também evoluíram. Para melhorar o nível de segurança nos pagamentos eletrônicos surgiu, há aproximadamente uma década, a solução representada por “sites de pagamento”. Essa solução trata-se de um ator entre você e o fornecedor escolhido. O pagamento é efetuado com o emprego desse agente que lhe assegura a restituição do dinheiro e ou a solução do problema de fornecimento. Ele tem parceria com vendedores eletrônicos e com diversas instituições bancarias e seu ganho tem sua origem nessas relações. Não significa aumento de custos para o comprador. Além dos sites que garantem o seu pagamento, os bancos e as operadoras de cartões também evoluíram os seus sistemas de segurança.

Também a tecnologia se desenvolveu muito. Os cartões com chips e leitoras individuais, junto ao seu computador, em casa, tudo isso assegurou maior agilidade, segurança e conforto à compra. Contas bancarias que rodam em ambientes virtuais seguros, programas próprios de segurança bancaria, além do seu antivírus, foto e digitais do operador da conta e por ai vai. A figura abaixo mostra os cartões sobre um teclado clássico de um computador, gesto bastante comum nesse meio.

cartoes

Ainda temos pela frente uma outra batalha cultural para  que se possa efetuar as nossas compras com paz e desenvoltura: – a cultura do ver o produto ao vivo, ouvir do vendedor as especificações técnicas, ter a opinião dele sobre o preço apresentado (que sempre será a melhor, sem dúvida) e de levar o produto consigo, de imediato.  Ver o produto e conhecer o seu desempenho têm solução nos sites: – a tecnologia do zoom passando o mouse sobre o produto; – excelentes fichas técnicas parecem chegar muito perto da nossa necessidade cultural . Mas será que entregaram no prazo e certo na minha casa?

Esta pergunta representa o grande e sempre atual desafio do mercado de vendas pela internet: desenvolver uma e-logística tão eficiente quanto foi a compra.   As empresas que trabalham com vendas pela internet têm sido muito criativas no desenho e redesenho de processos logísticos para acelerar o tempo de entrega na sua casa. A decisão de contratar empresas especialistas em transporte, onde os contratos preveem metas de desempenho (cumprimento de prazos e redução de ocorrência de danos ao produto)  bastante rigorosas, deu começo a uma nova era nas entregas. Hoje são empregados veículos pequenos e ágeis para o trânsito urbano e os produtos são, preferencialmente, retirados dos depósitos das lojas físicas mais próximas da sua casa. Outros aspectos importantes foram a criação de diversos canais de pós venda, via rede e telefone com linhas especiais e de sites de reclamação, vinculados ou não aos PROCONS locais. Com o circuito fechado, vejo que estamos indo muito bem nesta opção e hoje já começamos a pensar mais de uma vez entre frequentar a loja física ou fazer a compra de dentro de casa.

 

Referência:

*https://www.pagbrasil.com/pb/br/servicos/pagamentos-online-brasil.html

 

 

 

O fornecedor é você

No início de tudo era só chorar que já corria todo mundo em volta com colo e leite gostoso da mamãe. Barriga cheia e um soninho, mas a fralda cheia incomodava: outro choro e pronto, minha fornecedora de serviço de limpeza das partes baixas já fazia o seu serviço. Agora sim, um bom sono. Você se comunicava tão bem que toda a rede de fornecedores ao seu redor (mamãe, papai, vovó e maninho) pareciam adivinhar as suas necessidades, quase se antecipavam a elas. Era só fornecer informações daquilo que precisava, de preferência bem alto e forte, e o mundo parava para lhe ouvir. Para atender algumas das necessidades, um fornecedor especializado era utilizado. As revisões e emergências de saúde são um bom exemplo disso. Com a escolha da pre-escola, o nível fundamental, o segundo grau e vem a opção por uma profissão a seguir.

A sua cômoda vida de fornecedor de informações começa a mudar: você vai se preparar para suprir a alguém, dentro da profissão que escolher. A figura abaixo mostra todo o esquema de funcionamento e a contínua mudança de papéis, dentro da rede logística da vida. Você esta se preparando para também ser um fornecedor de bens e ou serviços.

                                                                                                                                       ciclopaint                     Fonte: autor

O segredo é ser um bom fornecedor e, para isso, saber escolher a profissão e a ela se dedicar, desde o banco da escola, determina o seu sucesso. Quando você tem uma necessidade é importante que a saiba descrever com boa precisão. Isso fará com que escolha o melhor fornecedor da rede ao seu redor. A comunicação com ele se caracteriza pelo detalhamento na qualidade e na quantidade daquilo que lhe satisfará. Agora não mais funciona o gritar alto e forte.

O fornecedor escolhido deverá ser capaz de lhe ouvir, entender e traduzir a sua necessidade em termos da qualidade e quantidade do seu processo interno de produção da prestação de serviços ou do bem que oferece. A saída da produção e algo que lhe atende e o resultado é um cliente satisfeito. Lembrando, tudo aquilo que estou escrevendo sobre os dois atores (cliente e fornecedor) vale ao mesmo tempo para o leitor. Na rede logística da vida sempre estaremos em um dos papéis.

Planejar é preciso – os sonhos

Na primeira infância, brincar é o verbo que melhor sintetiza um dos principais objetivos no inicio da vida. Exercitar o imaginário é a ordem. Não existe qualquer preocupação com algum apoio que dê suporte ao plano que, assim como surge, desparece e é substituído por outro. Porém, os pais supridores, aos poucos estabelecem e mantêm uma rede de facilidades no entorno da criança. O atendimento àquelas necessidades básicas de segurança, conforto material e manutenção do corpo é realizado na casa da família, que faz parte da rede. O provimento de educação, conhecimento e cultura acontece com uma combinação e encontro de vários processos de apoio em mais um nó dessa rede, que normalmente é representado pela escola. A figura abaixo mostra a ideia de rede, onde o circulo vermelho pode representar a criança ou qualquer outra referencia para estabelecer o desenho de uma rede.

rede2

Ainda aproveitando a figura, os pontos verdes, que representam os responsáveis diretos se ligam  ao ponto vermelho – nossa criança sonhadora. Cada um dos verdes têm a sua própria rede de azuis, que são os respectivos processos combinados para gerar a facilidade para o vermelho. Por exemplo: – a escola, bem simplificada, é o resultado da administração de um prédio, professores, funcionários e serviços.

Com o passar do tempo a criança vai assumindo a sua independência e a gestão das suas relações e necessidades dentro da rede. Chega o momento de escolher uma profissão que goste e que lhe garanta o sustento. O sonho passa a construir objetivos na vida e o planejamento das ações para chegar lá, uma realidade.

Sem perceber muito bem, o ser humano começa a inventariar, fazer um levantamento de tudo aquilo que tem de bom para encaminhar o seu projeto. Na sua lista, observa aquilo que lhe falta (fazer um curso extra, se preparar para um concurso, etc) e decide prover os apoios dos seus sonhos, identificando onde e como se fortalecer na rede logística da vida. Ele olha para as oportunidades e para as dificuldades que terá de enfrentar, toma um caminho e segue firme em direção ao sucesso.

Na terceira fase da vida surgem necessidades especializadas, para as quais, a rede lhe oferece fornecedores, com a respectiva estrutura própria, capacitados para atendê-las plenamente. São as redes de atendimento geriátrico, academias especializadas, a turma do lazer em grupo, etc.

Um abraço e até o próximo.